Zumbis, diabos, criancinhas e Matanza

Zumbis, diabos, criancinhas e Matanza

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domingo, 29 outubro 2017
Culturall

Matanza – Foto: Alessandra Tolc

Por André Luiz Costa – O Imperator mais uma vez ficou pequeno para o Halloween do Matanza, festa que já virou tradição na casa. Pela terceira vez, tudo que dava certo estava lá: concurso de fantasias (inclusive infantil), feirinha, DJ nos intervalos e tudo que os bebuns e diabas têm direito, só que agora com a galera da Zombie Walk e suas maquiagens caprichadíssimas, o que podemos chamar de cereja do bolo. Andar pela galera e esbarrar com zumbis deixou o clima mais próximo do objetivo da banda, que é transformar tudo no pior cenário possível.

Abrindo os trabalhos, a Diabo Verde fez um show porrada do início ao fim, com direito a um lindo wall of death, uma memorável “oração” para o presidente Michel Temer (entenda como quiser) e uma homenagem ao ex-vocalista do Cabeça, Fábio Kalunga, morto no início do mês. Com um som perfeito, os caras tocaram faixas dos dois álbuns de estúdio e deu pra ver muita gente cantando junto músicas como “Saudades do Futuro”, do “Sincericídio” (2012), e “Escravo da Liberdade”, uma das melhores do “Veni, Vidi, Vici” (2016).

Diabo Verde – Foto: Alessandra Tolc

 

 

Após a porradaria, Paulinho Coruja seguiu no palco como mestre de cerimônias para apresentar os concursos de fanasias, outro momento divertido da noite. O grande ganhador foi ninguém menos que nosso senhor Jesus Cristo, que foi bastante louvado. Apesar da presença de crianças na pista, apenas duas estavam fantasiadas e subiram ao palco, então ambas levaram os prêmios.

 

Ganhadores do concurso de fantasias – Foto: Alessandra Tolc

Por volta das 22h30, foi exibido no telão o curta “Quando a Lua Cheia Sai” (veja aqui), que foi dirigido por Alex Medeiros e contou com a participação dos integrantes e de figuras carimbadas do underground carioca, como o próprio Paulinho Coruja, Angelica Burns, vocalista do Hatefulmurder, e a DJ Priscila Dau, que discotecou no último Matanza Fest.

Após o filme, o Matanza chegou como sempre metendo o pé na porta e dando soco na cara. Com uma iluminação apropriada para o clima de terror e alguns pedaços de corpos no palco, Jimmy London (vocal), Jonas Cáffaro (bateria), Maurício Nogueira (guitarra) e Dony Escobar (baixo) emendaram uma pedrada na outra com pouco discurso na primeira parte. No set list, rolaram os hinos dos bebuns e diabas “Arte do Insulto”, “Bom é Quando Faz Mal”, “Ela Roubou Meu Caminhão” e outros sons como as “românticas” “Mesa de Saloon” e “Último Bar”, sem esquecer das do último álbum, “Pior Cenário Possível”, como “Casa em Frente ao Cemitério” e “Matadouro 18”. Em uma das pausas, Jimmy brincou dizendo que, por ser um halloween, eles tentaram fazer um set com músicas que falam de terror e morte, mas desistiram porque não era possível tocar “todas as músicas do Matanza”. Outro ponto alto do show foi o strip da dançarina Larissa Maxine, protagonista do curta, que deixou os bebuns loucos. No final, aquela sensação de que tudo passou rápido e todo mundo quebrado.

 

Jimmy e Larissa Maxine iniciando o strip – Foto: Alessandra Tolc

 

Com o clima agradável de sempre e o perdão do trocadilho, este foi mais um Matanza no melhor cenário possível, já que o show foi numa das melhores casas da cidade. Que continuem seguindo a tradição e façam novamente no ano que vem, no mesmo local.

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