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Tom Leão Na Cova do Leão

Um dos mais respeitados jornalistas do Brasil, Tom Leão está na Radiocultfm.com. Sua coluna semanal, NA COVA DO LEÃO, é um olhar felino sobre trilhas sonoras e sons que habitam a alma criativa de Tom. Venha sempre!

NA COVA DO LEÃO

radiocultfm.com

007

CADA BALADA É UMA BALA

COM 007, CADA BALADA É UMA BALA

Com a divulgação do trailer do novo filme de James Bond, “No Time to Die” (“Sem Tempo para Morrer”, mas já conhecido nas rodas da galhofa como “Sem tempo, irmão!”), me lembrei de uma fala do Tom Jones, num documentário que celebrava os 50 anos da série, quando abordavam a parte das trilhas e canções-tema. Ele dizia lá que, até hoje, não tem a menor ideia do que significava “Thunderball”, canção-tema de “007 Contra a Chantagem Atômica” (1965). Foi lá, e cantou, com maior cara de WTF?!?

Sempre lembro disso (e rio) a cada novo Bond anunciado. O novo, que será o de número 25 (e o último com Daniel Craig no papel do agente secreto), tem a novata Billie Eilish com a música-título. Eles sempre catam um nome pop do momento. Nem sempre dá certo. O anterior, “Spectre”, foi defendido por Sam Smith, e ninguém recorda. Já o que veio antes deste, “Skyfall”, teve boa representação por Adele, que lembrou o estilo de cantar das divas dos anos 1960 e 70. Como Shirley Bassey, que mandou ‘benzão’ em “Goldfinger” (1964). Tanto, que foi chamada pra repetir a tarefa em “Diamonds Are Forever” (“007 – Os Diamantes São Eternos”, 1971), o último com Sean Connery. Bassey, foi a única artista a defender várias trilhas Bond até hoje. Ela ainda voltaria a soltar a voz em “Moonraker” (“007 Contra o Foguete da Morte”, 1979), aquele em que Bond (então feito por Roger Moore), vinha ao Brasil.

Até os anos 80, as bond songs eram quase todas com vozes femininas. Ora fortes, como Bassey, ora suaves, como Carly Simon. Esta, cantou “Nobody Does it Better”, para “007: O Espião Que Me Amava” (“The Spy Who Loves Me”, 1977). Curiosamente, um dos raros temas de Bond que não tinha o nome do filme. A outra assim, foi “All Time High”, para “007 Contra Octopussy” (1983), por Rita Coolidge.

Depois, mais para os anos 80/90, começaram a abrir o leque para bandas mais pop/rock. Embora, ainda nos anos 70, Paul McCartney & Wings tenham defendido o marcante tema para “Live And Let Die” (“Com 007 Viva e Deixe Morrer”, 1973), uma das mais marcantes trilhas de abertura da série, que foi até regravada (com sucesso) pelo Guns N´ Roses, nos 90s. O tecnopop inglês do Duran Duran, por exemplo, mandou bem com “A View To A Kill”, de “007 Na Mira Dos Assassinos” (1985). Na sequência, veio uma canção meio parecida com a do DD, feita pelo norueguês A-Ha, para “The Living Daylights” (“007 Marcado Para a Morte”, 1987), quando Bond era vivido por Timothy Dalton. Dava até para mixar as duas. Já o Garbage, passou meio batido com “The World is Not Enough”, de “007 – O mundo Não é o Bastante”, 1999), apesar de suas qualidades.

Contudo, as divas, nunca foram esquecidas. A grande Gladys Knight soltou a voz em “Licence to Kill” (“007 – Permissão Para Matar”, 1989) e Tina Turner, teve a sua vez em “GoldenEye” (“007 Contra GoldenEye”, 1995), já na ‘gestão’ Pierce Brosnan, numa pegada bem anos 60. Não ia demorar até que Madonna fosse convocada. Madge, o fez na dançante “Die Another Day” (“007 – Um Novo Dia Para Morrer”, 2002). O último com um cantor, foi o de Chris Cornell, “You Know My Name” para “007: Casino Royale” (2006). Enquanto isso, o novo filme, que já teve a data de estreia adiada inúmeras vezes, desde abril de 2021 (por causa da pandemia), parece que vai estrear, finalmente, em outubro próximo. Ficou sem tempo mesmo…

Tom Leão.

007

James Bond, também conhecido pelo código 007, é um agente secreto fictício do serviço de espionagem britânico, criado por Ian Fleming em 1953.

O personagem foi inicialmente apresentado ao público através de livros de bolso, para mais tarde, ganhar as telas de cinema. Um dos mais emblemáticos atores a dar vida a James Bond foi Sean Connery (foto).

Suplemento especial Radiocultfm – por Luck Veloso
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