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Tenet — Ação em tempo reverso

Por Ipitácio Oliveira – O cineasta inglês Christopher Nolan, adora mexer com as percepções do público que assiste a seus filmes. A quebra na fluidez na narrativa, acrescentando elementos usuais ou simplesmente ações inesperadas, é o seu grande trunfo. No atual longa, não poderia ser diferente.

Em Tenet (Reino Unido/EUA – 2020) o personagem vivido pelo ator John David Washington , tem a missão de impedir uma suposta guerra, e conta com a ajuda de outro agente chamado Neil (Robert Pattinson), porém a trama não parece ser tão simples: acabam descobrindo um esquema que envolve uma tecnologia que pode interferir no tempo e espaço.

Entretanto, esse mesmo recurso (Tenet) é uma peça fundamental para um plano maior, que no filme não é revelado por completo, ficando nas entrelinhas e fragmentos no decorrer do longa. Esse comportamento se assemelha à Origem (2010), que abordava invasão de sonhos, e em Tenet, temos a manipulação do tempo; não em sua totalidade, mas o controle de um breve momento, que acaba se tornado a surpresa do filme.

Robert Pattinson & John David Washington

O tempo e seus desdobramentos, são o fio condutor de Tenet, a cada manipulação do mesmo, resulta em uma quebra no segmento contínuo, que tem a adição da atividade reversa consequente de ações no presente, que reflete no paradoxo temporal do filme.

Essas constantes mudanças, são representadas com vai-e-vem nas cenas mais agitadas junto com  o andamento normal do longa. Em alguns momentos, os diálogos estão ao contrário e a trilha sonora tem timbres que soam invertidos. Esses efeitos, deixam todo o filme com uma narrativa vertiginosa, que só aumenta sentido de urgência que se vê em tela.

Em seu desfecho agitado, a trama possui reviravoltas inesperadas e algumas revelações. No fim, deixa em aberto uma possível continuação, além de revelar um ligamento entre os personagens principais. Com cenas de ação de tirar o folego, incluindo as explicações sobre a física do universo do qual estão imersos, Tenet afirma como Nolan diretor/produtor de mão cheia e que adora truques e que procurar fugir do comum.

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