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Diversidade Cult

MEO – Música Eletrônica Obscura, temos!

Por Luck Veloso – A música eletrônica segue em larga expansão neste apocalíptico 2021. Mesmo com os eventos parados e os festivais ainda sem novas datas, parece que os DJs e produtores estão aproveitando muito bem suas batcavernas. Há um som que passei a chamar de MEO – Música Eletrônica Obscura.

The Bleak Engineers
The Bleak Engineers / divulgação

É o caso do Asymetric80 com o EP Chaos Theory. Lançado pelo selo Aspecto Humano Spain em 15 de março de 2021, conta com cinco faixas bem sombrias: “DarK Lights“, “So The Echo“, “Dystopia“, “Defected logic” e “Destroyed System“. O clima é de final dos tempos e o disco é feito para warm ups em pistas nada convencionais.

Outro EP recém lançado que segue uma linha similar é o “Cosmic Traveler“, do Blackploid, lançado pelo selo Central Processing Unit. São Quatro faixas bem electro raiz: “Electric Engine“, a super Kraftwerk “Night Drive” e ainda, as robóticas “Pleasure Activism” e “The Race“. As faixas no Soundcloud aparecem como “não liberadas no País” (Brasil), mas uma busca nos agregadores trará resultados.

E se você curte um som intenso e com vocais, aponte seu browse para o “The Bleak Engineers”. O 12 polegadas “Unconscious“, que saiu em 26 de março pela Rotation Mecanique Russia, tem aquele “climão” que só os morcegos adoram como em “Unconscious“, faixa dá título ao disco ou ainda na mais up “Chronically“. Eles seguem um pouco mais breakbeat em “The Break“, como o nome entrega. Já em “The Illusion“, o vocal retorna, dando o tom junto a uma batida hipnotizante, que sem dúvidas, usou um sampler de “World In My Eyes“, do Depeche Mode.

O duo é formado por Svetlana Zombierella e Alexander Moralez e teve início em Novembro de 2017 em Saint-Petersburg, Russia e é o que mais me remete ao termos Música Eletrônica Obscura. Lembra um pouco o som do Crystal Castles menos barulhento e um tanto mais obscuro. As referências são nítidas e em “A Message To FS“, o sampler de Boing Boom Tschack, do Kraftwerk permeia por toda a faixa (Seria o “FS” Florian Schneider? Quem sabe). O disco finaliza com a quase sonolenta “The Ever Transmitance“. Recomendações para quem curte uma dark rook. Vale a audição!

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