Mágico e esplêndido, Tuatha de Danann contagia público carioca

Mágico e esplêndido, Tuatha de Danann contagia público carioca

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domingo, 11 agosto 2019
Culturall

Por Renan Esteves (texto e fotos) – As bandas Tuatha de Danann, Pagan Throne e Liverking fizeram uma noite inesquecível para os headbangers cariocas no último sábado (10/8). E o melhor: com casa cheia.

A sequência de shows no Rock Experience começou com os cariocas do Liverking, que significa reis do fígado, conforme mencionado por seu vocalista Marcos Labos, durante sua apresentação. Formados em 2018, ainda carecem de experiência e ritmo, porém tocaram algumas boas faixas autorais como a instrumental “Into de Sense” e “Evil Cells”, além de alguns covers, como Thin Lizzy e Uriah Heep, para um pequeno público que ainda chegava para ver o Tuatha de Danann.

Liverking

Em seguida, vieram os também cariocas do Pagan Throne. Formada em 2004, a banda conta com Rodrigo Garm (vocal), Alexandre Daemortiis (bateria), Hage (teclados), Thiago Amorim (baixo) e Renan Guerra (guitarra). Seu black metal pagão e viking lembra bandas como Satyricon, Bathory e Immortal, cujo timbre de voz de seu vocalista faz lembrar Abbath – hoje em carreira solo. Nome rodado nos festivais da produtora Dark Dimensions, a banda fez questão de vir a caráter, com Rodrigo vestido de guerreiro viking e o tecladista Hage, de ceifador.

Com problemas no retorno do som, ruídos fortes incomodaram os ouvidos de muita gente durante o show, mas a banda tentou tirar isso de letra, como na faixa “Empty and Cold”, esta sem os vocais rasgados de Rodrigo Garm, do EP “Dark Soldier (2019)” e as canções “Swords of Blood” e “Rites of War”, ambas do disco “Swords of Blood (2015)”. Infelizmente, os problemas técniso acabaram atrapalhando uma boa banda de black, que merece mais observações para quem é fã do gênero.

Pagan Throne

Apesar do considerável atraso de 1 hora dentro do cronograma, os mineiros do Tuatha de Danann subiram ao palco do Rock Experience para apresentar seu mais novo trabalho: o EP “The Tribes of Witching Souls”, lançado em fevereiro desse ano.

A atual formação conta com Bruno Maia (vocal, guitarra, flauta e bandolim), Giovani Gomes (baixo) e Edgard Brito (teclados) como membros fixos e Raphael Wagner (guitarra), Rafael Ávila (bateria) e Nathan Vieira (violino), como integrantes de apoio durante as apresentações. Diante de um bom público, são ovacionados ao som de “Tuatha, Tuatha!”, quando o simpático Bruno Maia conversa com o povo antes de abrir com “We’re Back”, do disco “Dawn of a New Sun (2015)”, cujo destaque vai para o afiado violino de Nathan Vieira, que alegrou os presentes no Rock Experience. Em seguida, Bruno agradece ao produtor Carlinhos, da Be Magic, pela oportunidade de estar novamente tocando no Rio de Janeiro. “Believe it’s True” é outra pérola no qual todo o sexteto mostra bom entrosamento, mesmo que alguns membros não sejam fixos. Ainda há de se destacar, o sistema de som da casa, que durante as primeiras canções não apresentou nenhum tipo de falha.

Bruno fala mais um pouco com a plateia e diz que “Rhymes Against Humanity”, mais uma do“Dawn of a New Sun”, versa sobre a ganancia do ser humano, em que, pela primeira vez, o vocalista se reveza entre guitarra e bandolim – uma das marcas registradas da banda, ao lado de sua inseparável flauta. É de se destacar o baixista e também vocal de apoio Giovani Gomes, que segura toda a onda do show, sendo o segundo integrante mais antigo da banda, com várias viradas de baixo cadenciadas ora pelo violino de Nathan, ora pela flauta de Bruno Maia. Em “Tan Pinga Ra Tan”, o público assume o controle do show numa viagem pelo mundo mágico em que esses mineiros de Varginha criaram com essa canção, onde todos cantam a plenos pulmões.

Há espaço para as faixas novas, como a que leva o nome do EP: “The Tribes of Witching Souls”, que funciona bem ao vivo. Na hora de voltar no tempo, “Us”, do EP “Tuatha de Danann” (1999), vem com uma recordação de Maia: “foi um dos nossos primeiros shows fora de Minas Gerais, onde tocamos no Rio, lá no Garage, que inclusive nosso baterista Rafael Ávila, também chamado carinhosamente do Frodo, por Bruno Maia, sequer pensava em nascer”, conta o vocalista em tom descontraído. Abraços e danças folclóricas, meio que desengonçadas, marcaram a passagem de “Land of Youth”, do disco “Trova di Danú (2004)”, uma espécie de amor à terra, numa mistura de folk metal com o rock rural de Sá & Guarabira, coisa gostosa de se ouvir ao vivo, principalmente pelos teclados de Edgard Brito, algo que lembra a fase anos 80 do Rush. Há pequenas falhas no som, com Bruno Maia levando tudo na alegria durante “The Dance of Little Ones”, do disco “Tingaralatingadun (2001)”.

O grupo homenageia as mulheres na canção “Warrior Queen” antes de encerrar com outro clássico: “Fingafor”, do também “Tingaralatingadun”, com o apoio dos backing vocals de Giovani Gomes duelando com Bruno Maia nos andamentos da música. Foi uma noite mágica em que o Celtic/Folk Metal desses mineiros se sobressaíram diante de um bom público presente no Rock Experience, que fez questão de acompanhar umas das melhores bandas do gênero.

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One Comment

  1. Nathan says:

    NATHAN VIANA,POR FAVOR KKK

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