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Jean-Michel Jarre lança Amazônia, seu novo álbum

Por Ipitácio Oliveira – Da geração de artistas surgidos na tão rica década de 1970, o músico francês Jean-Michel Jarre, é dos poucos quem mantém uma constante produção musical desde que se iniciou na carreira dos sons eletrônicos.

Jarre nunca escondeu seu lado humanista em seus álbuns; Oxygène (1976) já abordava o tema meio-ambiente e a relação das consequências da ação irresponsável do homem na natureza. E com o tempo, o músico se aventurou por outros temas além da própria humanidade, discursos que foram espalhados pelos seus diversos discos gravados ao longo do tempo.

Aqui em Amazônia (CD/Vinil – Columbia/Sony 2021) Jean-Michel mergulha na instigante e debatida floresta brasileira. O álbum surgiu como trilha sonora para a exposição do fotógrafo Sebastião Salgado, que passou por seis anos registrando em fotos, todo o cotidiano, a flora e fauna da região.

O músico que possui uma base de fãs que esperam por uma apresentação em terras brasileiras há anos, acabaram tendo um agrado com o atual trabalho, mesmo que sua criação sendo desenvolvida por uma forma distante, — Jean-Michel Jarre ainda não veio por essas regiões —, traz um ânimo para qualquer ouvinte, já que o meio artístico e entretenimento estão em pausa prologada devido ao isolamento em decorrência do vírus Covid-19 , que afetou não só o lançamento de inúmeros discos, mas as apresentações de vários artistas ao redor do planeta, e o trabalho de Jarre nesse intervalo, traz um grande frescor.

No álbum, o músico utiliza de toda a tecnologia que tem acesso para recriar o clima da floresta amazônica através de seus samplers, sintetizadores e softwares de som, espalhando todo esse ambiente nativo em aproximadamente 55 minutos de música, a imersão de sua atmosfera repleta de ruídos característicos de uma selva, podem ser percebidas com mais detalhes através de fones de ouvido, que torna o aprofundamento auditivo mais realístico.

Sem muito sentimentalismo, Amazônia se apresenta como um individuo fazendo uma grande descoberta de um mundo ainda inexplorado e cheio de surpresas, e Jarre expõem essa revelação por meio de vários recursos.

O novo trabalho do músico francês, sustenta a leitura que se tem sobre a sua obra, apresentando um álbum cheio de energia, vida e inspiração. Ao término do disco, percebemos o elo entre a humanidade e o ecossistema, e Jean- Michel Jarre representou essa existência através de seus sintetizadores.

Mais informações: jeanmicheljarre.com

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