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Diversidade Cult

Green Day no Rock in Rio: devastador!

Palco Mundo – foto: Luck Veloso

Por André Cult – Não adianta! Pode ser o Rock in Rio com o line up mais fraco de todos os tempos, mas sempre tem um show que se destaca e acaba entrando pra história do festival. Foi mais ou menos isso que aconteceu nesta sexta (9/9) com o Green Day. Em uma noite que reviveu os tempos de “rádio rrrrock” no dial, os grandes destaques foram, sem dúvida, Avril Lavigne e a banda de Billie Joe Armstrong.

Após os residentes do Capital Inicial e um Billy Idol cansado e constrangedor, Avril Lavigne entupiu a área do Palco Sunset com seus hits adolescentes e reclamações de som baixo por parte do público. Falha recorrente nesta edição, diga-se de passagem.

O Palco Sunset não é mais “secundário” há muito tempo, mas colocá-la ali foi mais uma falha da produção, que não contou com a horda de fãs que acampou na área desde às 14h. Pra se ter uma ideia, tinha gente quase no Palco Mundo tentando ouvir alguma coisa.

Green Day – reprodução Multishow

Mas vamos ao grande nome da noite! O Green Day fez, facilmente, um dos maiores shows da história do festival. Dá pra colocar em um top 10 de 1985 pra cá sem medo. Teve tudo aquilo que o fã queria: zoeira no palco, um cover manjado pra todo mundo cantar junto, participação de fã cantando e tocando guitarra, solo de sax (!), um desnecessário pedido de casamento, papel picado, fogos, pedidos de “Anitta”, bandeira enrolada no corpo, bomba… muita firula! E, ao contrário de muitos artistas que investem nessa parte visual para esconder alguma coisa, o lado músical foi de extrema qualidade.

Passada a euforia, vamos falar do que interessa: som! O show foi bem parecido com o da passagem pelo Brasil em 2017, ignorando as boas faixas lançadas pelo grupo na pandemia, como o rockão “Take the Money and Crawl”, e alguns clássicos da velha guarda como “She”, “Stuck With Me” ou “Walking Contradiction”. A gente perdoa, mas estamos falando de músicas pequenas que entrariam facilmente no lugar de algumas dessas gracinhas no palco.

De qualquer forma, não tem como negar o gigante que o Green Day se transformou dos anos 1990 pra cá, principalmente após o álbum “American Idiot”, com a faixa-título que abriu o show. E boa parte da noite foi baseada nele. Teve “Boulevard of Broken Dreams”, “St. Jimmy”, “Holiday” e a épica “Jesus of Suburbia”, com seus incríveis nove minutos, que para uma banda que nasceu fazendo punk rock seria impensável na época. Falando na fase inicial, estavam lá “Basket Case”, “Welcome to Paradise”, “When I Come Around”, entre outras. E como se precisasse, ainda fizeram um cover de “Rock and Roll All Nite”, hino absoluto do Kiss.

No fim, todo mundo saiu feliz com um show apoteótico e a certeza de que o Rock in Rio vai repensar melhor a escolha dos artistas em 2024. Mentira, não tem certeza nenhuma disso, a gente sabe.

Setlist Green Day:

American Idiot
Holiday
Know Your Enemy
Boulevard of Broken Dreams
Longview
Welcome to Paradise
Hitchin’ a Ride
Rock and Roll All Nite (KISS cover)
Brain Stew
St. Jimmy
When I Come Around
Waiting
21 Guns
Minority
Knowledge
Basket Case
King for a Day
Shout
Wake Me Up When September Ends
Jesus of Suburbia
Good Riddance (Time of Your Life)

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