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Garbage lança novo álbum: “No Gods No Masters”

Por Ipitácio Oliveira – Quando apareceram em 1995, o Garbage já chamou a atenção logo de primeira, tanto da  crítica quando do público,  muito desse atrativo é devido as suas letras cheias de ironia, e indiretas que são acompanhadas pela base musical que procurou fugir de clichês misturando o rock alternativo com elementos de música eletrônica. Que na época, teve diferentes classificações, algo que o grupo nunca ligou.

E um dos fatores, se não o principal, foi ter uma vocalista de forte presença no microfone e no palco. Toda a mistura sonora e um jeito mais descolado, deu uma gratificação considerável para a banda, tendo um retorno grande na venda de discos, vários prêmios e longas turnês pelo mundo, além de firmar o quarteto no meio musical sem apelo.

No seu sétimo álbum No Gods No Masters (CD+BOX2CDs+Deluxe—Vinyl— Stun Volume – Infectious Music) o Garbage, apresenta os incômodos e desconfortos com a sociedade e o mundo atualmente, desfilando todo esse ‘aborrecimento’ por quase todo álbum. Em algumas entrevistas para a mídia brasileira, a cantora afirma essas questões abordadas. Apesar da premissa quase pessimista, há espaço para questões íntimas amorosas, mas sem alarde. Shirley Manson canta as relações que não deram certo.

Apesar da produção mais contida: não há os impactos dos primeiros álbuns e com uma abordagem mais polida em seu som e tendo as músicas sem firulas, deixando o trabalho mais simplista. Musicalmente “No Gods…” é Garbage em sua pura essência: faixas dançantes, guitarras, beats eletrônicos, som alternativo, sensualidade, humor e as infinitas variações sonoras.

Garbage não expõem indícios de algum desinteresse do meio artístico, ou desconsolo, mas uma  certa rejeição e afastamento do que interfere na vida comum, essas observações são evidenciadas através das músicas compostas, que refletem o senso do grupo ao atual comportamento externo. Mas sem perder o seu afinco.

Em um momento marcado por um forte isolamento urbano que interferiu no mercado musical e nas apresentações, o Garbage — que teve até o momento duas passagens pelo Brasil em 2012 e 2016 — traz uma disposição e um ânimo para o seu público. Aqueles que forem adquirir o álbum na versão deluxe, terão um agrado com o disco bônus, que contém algumas surpresas.  

Em tempo, bom disco.

Mais informações: garbage.com

 

 

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