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Evergrey mostra desenvoltura em boa apresentação no Rio

evergrey - foto: cleber jr

Por Renan Esteves (fotos: Cleber Jr) – Numa sexta-feira de calor e que antecedia a final da Libertadores num Rio de Janeiro vivendo um clima futebolístico, havia espaço para shows internacionais, de preferência num gênero como metal, principalmente no garbo de uma banda como o Evergrey.

Formada em 1995 na cidade de Gotemburgo, na Suécia, lugar conhecido pela cena do Death Metal Melódico, ainda no seu começo, em bandas como In Flames, At the Gates e Dark Tranquility, o Evergrey foi trilhando seu caminho para ser uma das bandas mais fluentes do Metal Progressivo em seu país. Mesmo contando apenas com o vocalista Tom S. Englund na formação original, o grupo não muda o estilo de tocar em cada um dos seus 11 discos lançados, evoluindo a cada um deles, fazendo grandes apresentações e conquistando mais fãs, como vimos na primeira apresentação da turnê The Atlantic, seu décimo primeiro disco lançado esse ano, na América do Sul.

Toda aquela expectativa vai embora com a chegada do quinteto ao palco sob a música “A Silente Arc” do seu recente disco “The Altantic”, com destaque para os solos do guitarrista Henrik Danhage, que foi membro de 2000 a 2010, voltando em 2014, onde segue até hoje – você verá mais de sua performance durante esse texto. O vocal mais contido de Tom é um destaque na abertura do show, com o público bem à vontade nas músicas do novo disco. “Weightless” é outra faixa que gruda na cabeça à medida que se desenvolve, principalmente pelo seu refrão. 

O tecladista Rikard Zander merece inúmeros destaques por conduzir bem o show com variações no seu teclado, num perfeito entrosamento com o guitarrista Henrik Danhage ou com o baterista Jonas Ekdahl, como nos dois solos que antecedem o final do show: um com o guitarrista e o outro com o baterista, ou na faixa “The Fire”, uma verdadeira aula de ritmos sonoros em que Tom mostra seus vocais rasgados para bateções de cabeça dos fãs. Há momento para um pouco de descontração, com o vocalista discursando pro público fazendo selfie ou brindando a noite bebendo uma ice, com a galera não concordando muito e pedindo pra que tomasse uma cerveja, claro que em tom de deboche.

A surpresa do setlist vem a faixa “Words Mean Nothing”, do seu segundo disco “Solitude, Dominance, Tragedy (1999)”, que quase não aparece nas turnês, gerando surpresa e emoção nos fãs. “All I Have” é mais contida e mostra os talentos do baixista Johan Niemann com a bateria de Jonas Ekdahl mantendo a cadencia. Aliás, vontade é que não falta pra banda ao variar canções antigas com as dos seus três últimos discos, que forma a trinca do setlist, onde temos 10 das 17 canções. Outra vez vemos o guitarrista caprichar nos solos diante de “The Grand Collpase”, com o jogo de luzes combinando muito bem com a atmosfera dessa canção, onde Tom deposita toda sua emoção nela e de repente bateria, baixo, guitarra e teclado explodem em intensidade.

A banda faz uma breve pausa e volta no mesmo ritmo, com o público cantando “Recreiation Day” a plenos pulmões. Mas é em “King of Errors” que a galera se comove aproveitando cada minuto restante da apresentação. Podemos resumir que Evergrey cumpriu bem sua função ao entregar um show intenso, comovente e cadenciado do início ao fim, mesmo com Tom S. Englund assumindo o posto de dono da banda, mas com seus músicos mostrando serviço. Vale ressaltar que tivemos um número de pagantes razoável na noite do Teatro Rival, sempre marcado pela queda vertiginosa de público em muitos shows no Rio de Janeiro, e que não deixaram de comparecer e apreciar uma das bandas importantes do Metal Progressivo na atualidade.

Setlist Evergrey:

A Silent Arc

Weightless

Distance

Passing Through

The Fire

Leave It Behind Us

As I Lie Here Bleeding

Black Undertow

Monday Morning Apocalypse

Words Mean Nothing

I’m Sorry

My Allied Ocean

All I Have

The Grand Collapse

Bis:

When the Walls Go Down

Recreation Day

A Touch of Blessing

King of Errors

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