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Diversidade Cult

Eddie Van Halen 55/20

Não lembro quando, nem onde ouvi o Van Halen pela primeira vez, só que o impacto foi imediato. Comprei o seu primeiro álbum que tinha o mesmo nome da banda fui direto ouvir Eruption, um instrumental de arrepiar!

Nesse álbum Eddie Van Halen já mostrava toda a capacidade que tinha de criar riffs e solos incríveis e ainda apresentava aquele jeito novo de dedilhar as cordas no braço da guitarra, técnica conhecida como tapping e que inspirou quem era guitarrista naquela época e a partir de Eddie.

Foi Gene Simmons do Kiss que viu, num bar, a banda fundada pelos irmãos Alex e Eddie e resolveu bancar a primeira demo que não foi lá muito bem aceita. Era Running With Devil que foi a primeira faixa do LP que comprei.

No início Eddie tocava bateria e Alex guitarra até que, em algum momento, trocaram os instrumentos. Reza a lenda que a troca aconteceu porque Eddie era mais bonito para ficar à frente do palco. A verdade é que Alex tomou a iniciativa de tocar escondido a bateria de Eddie. Revoltado o irmão mais novo, deu o troco. Para nossa felicidade.

O show inesquecível

A formação inicial contava ainda com Michael Anthony no baixo e David Lee Roth com seu jeitão atlético, espalhafatoso e meio cômico. Ele nem era o preferido do produtor Ted Templeman para ser o vocal da banda. Naquela época já namoravam o Sammy Hagar. David precisou de aulas de canto para se manter no posto.

Em 1983, no auge, eles vieram ao Brasil, com essa formação. Seriam dois shows no Maracanãzinho. Eu naquela fissura da juventude, não perdi a chance, comprei ingressos para os dois shows que eles fariam no Rio

David Lee Roth & Eddie Van Halen

Eu lia tudo sobre a banda, todos os seus movimentos pelo mundo até que a turnê aportasse por aqui aumentando a ansiedade que estava difícil de conter até chegar o grande dia.

Lá fui eu para o estádio assistir dois incríveis shows que não se apagaram da memória mesmo tanto tempo depois. Essas coisas ficam amareladas pelo tempo, mas, consigo ver Eddie Van Halen sozinho no palco, solando enquanto corre de um lado para o outro, arrancando urros da plateia.

Colaboração com outros artistas

Eddie & Michael durante o solo em Beat It

Eddie é daqueles caras que nunca irão morrer, para nós os fãs. Quando bater a saudade basta ouvir os vinis da banda. Outra opção é o solo magistral em Beat It de Michael Jackson, no seu álbum mais famoso, Thriller.

Ele também participou nas faixas Not Leaving You Tonight e We’re The Greatest álbum Authentic de LL Cool J, mas eu sugiro fortemente ouvirem a espetacular jam que gravou com Brian May no projeto Star Fleet Project do guitarrista do Queen.

O Van Halen foi daquelas bandas que teria sido bom ver ao vivo novamente. Esse desejo terminou hoje com a notícia da morte desse grande guitar hero. É a vida!

Temos tido tantas perdas, por todo o mundo, nesse ano difícil, resta-nos ter esperança por dias melhores e agradecer a arte e a música que nos consola.

Obrigado por tudo Eddie Van Halen!

One thought on “Eddie Van Halen 55/20

  1. Um solo de guitarra, pra mim, significa transbordar o copo cheio, inflar e expandir como um pastel no óleo quente! É sair da realidade e navegar numa outra dimensão, onde não existem as mazelas humanas! Digo isso pra ilustrar o quanto o Eddie me transportou com suas notas vibrantes e única e, o quanto me aliviou da realidade que enfrentava dia após dia. Cabe agradecer e desejar a esse fantástico musicista a paz eterna! Felizmente sua obra é eterna e pode ser constantemente revisitada!

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