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Bryan Adams encanta público em show nostálgico no Rio

Bryan Adams - Cleber Jr.
Fotos de Cleber Jr.

Por Renan Esteves (fotos: Cleber Jr)Prestes a completar 60 anos no próximo dia 05 de novembro, o canadense Bryan Adams já não goza mais da fama que o consagrou nos anos 80 e 90, mas sua terceira passagem pelo Brasil, a segunda pelo Rio de Janeiro, mostra um cantor que ainda entende muito do riscado ao lado de sua banda entrosada.

Bryan Adams - Cleber Jr.
Fotos de Cleber Jr.

O show começou às 21h25 com as luzes do telão mostrando a letra da canção “The Last Night on Earth”, do seu mais novo disco “Shine a Light”, com o público bastante animado por sinal. A partir daí, começou a chuva de hits como “Somebody”, “Can’t Stop This Thing We Started” e “Run to You” fazendo a alegria da plateia, que conhecia de cor essas canções. Bryan fez uma rápida pausa pra cumprimentar os fãs e falou um pouco de português (o cantor passou parte de sua infância em Portugal, já que seu pai foi diplomata na época), dizendo que essa é a turnê do seu novo disco, que foi lançado em março deste ano, e pediu para que ligassem as lanternas de seus celulares na alegre canção “Shine a Light”, faixa título escrita em parceria com o cantor inglês Ed Sheeran.

Bryan Adams - Cleber Jr.
Fotos de Cleber Jr.

O guitarrista Keith Scott, um dos remanescentes da formação original, que já trabalhou com nomes como Cher, Tina Turner e Bryan Ferry, fez questão de mostrar seus talentos na guitarra, como nos solos da canção “Heaven”, conhecida por fazer parte da trilha sonora da novela “A Gata Comeu” (Rede Globo), de 1985, ou se revezando no instrumento ao lado de Bryan, protagonizando bons momentos de virtuosidade no show. O baterista Mickey Curry, outro membro da formação original, com passagens por The Cult, Hall & Oates, Alice Cooper e tantos outros, faz bem seu trabalho como na mesma “Heaven” ou na canção rock de arena “Cuts Like a Knife”. Sua banda de apoio é tão bem entrosada que não há espaço para jams ou conversa com o público, já que a dinâmica do show fez a apresentação deixar a Jeunesse Arena sem pausas pra recuperar o fôlego.

Bryan Adams - Cleber Jr.
Fotos de Cleber Jr.

Bryan Adams também apronta das suas ao arriscar um rebolado ao lado de Keith Scott, convidando o público para dançar e apontando para a equipe de gravação, que está filmando as pessoas dançando de forma irreverente, com o telão do fundo do palco mostrando tudo durante o rockabilly descontrolado de “You Belong To Me”. No final da canção, Bryan Adams exala sua simpatia ao dizer para todos os presentes: “vocês são ótimos dançarinos!”, arrancando gritos e palmas do público.

O show se encaminha para a metade final, quando se abre espaço para as baladas que fizeram parte de trilhas sonoras de filmes, como “Have You Ever Really Loved a Woman?”, com imagens do filme “Don Juan DeMarco” sendo exibidas no telão; “Here I am”, do filme “Spirit” ou a famosa “(Everything  I Do) I Do it for You”, do filme “Robin Hood”, o Príncipe dos Ladrões, com o piano de Gary Breit se sobressaindo de forma irretocável. É bom destacar que Bryan Adams não perde a mão no show ao variar sua fase hard rock anos 80 com as baladas românticas da década de 90, como na mesma “(Everything  I Do) I Do it for You” ou em “Please Forgive me”, onde troca sua guitarra pelo violão.

Bryan Adams - Cleber Jr.
Fotos de Cleber Jr.

Outro momento em que o músico nos leva diretamente para as grandes arenas dos anos 80 é em “Cuts Like a Knife”, outra canção que o público canta a plenos pulmões, principalmente no coro de “na na na na na”, com lanternas de celulares ligadas e mãos em balanços constantes. Uma verdadeira aula de como se faz rock sem precisar apelar pra longos solos ou gritos agudos. “Summer of ’69” é outra que faz o público dançar, numa espécie de volta ao tempo à adolescência do cantor, seja na descoberta do primeiro amor ou no sonho de se tornar um rock star.

O cantor volta para o bis sem sua banda, num mini show acústico, às escuras e somente com seu violão, entoando “Straight From the Heart”, em que pede para que o público ascenda novamente a lanterna de seus celulares. Em “Let’s Make a Night to Remember”, do disco “18 Til I Die”, o cantor se emociona ao dizer que esta era a melhor plateia na qual estava tocando no Brasil, uma média em que os artistas sempre costumam fazer para agradar seus fãs. Adams encerra seu show cantando “All for Love”, do filme “Os Três Mosqueteiros”, solitário e sem a escuderia de Sting e Rod Stewart, mas exalando coração e sinceridade numa apresentação marcada por grandes sucessos e por uma voz rouca que continua implacável como sempre. Talvez haja espaço para voos mais altos – quem sabe em 2021, no Rock In Rio? Afinal, o céu é o limite!

Setlist:

The Last Night on Earth
Somebody
Can’t Stop This Thing We Started
Run to You
Shine a Light
Heaven
Go Down Rockin’
It’s Only Love
Cloud #9
You Belong to Me
Have You Ever Really Loved a Woman?
Here I Am
When You’re Gone
(Everything I Do) I Do It for You
Back to You
The Only Thing That Looks Good on Me Is You
Cuts Like a Knife
18 til I Die
Please Forgive Me
Summer Of ’69

Bis:

Straight From the Heart
Let’s Make a Night to Remember
All for Love

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