As I Lay Dying comanda fúria brutal em grande show no Rio

As I Lay Dying comanda fúria brutal em grande show no Rio

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segunda-feira, 09 setembro 2019
Culturall

Por Renan Esteves (texto e fotos)Foi um soco no estômago, um golpe seco! A primeira passagem do As I Lay Dying pelo Rio de Janeiro deixou uma ótima impressão naqueles que estiveram neste último domingo (08/09), no Circo Voador. Sob a introdução de “Washed Away”, do disco “Awakened (2012)”, sexto de estúdio, já era um prelúdio do que estava por vir, com a plateia gritando intensamente com a chegada do quinteto.

Com seis discos lançados, sendo o sétimo previsto para o próximo 20 de setembro, pela gravadora alemã Nuclear Blast, os californianos de San Diego começaram o show com a paulada “Meaning in Tragedy”, onde já se percebia rodas sendo formadas no Circo e pessoas se debatendo uma sobre as outras numa noite de domingo quente. Mas quente mesmo foi em “An Ocean Between Us”, diante de um Tim Lambesis totalmente possuído enquanto declamava cada pedaço da canção.

Após o início devastador, Tim retoma o fôlego e fala do seu mais novo trabalho: “Shaped by Fire”, que será lançado dia 20 de setembro, antes de anunciar “Redefined”, canção nova, no qual o vocalista pede a colaboração de todos para que façam uma imensa roda. Aliás, o entrosamento entre o groove de Tim e o vocal limpo do baixista Josh Gilbert é um ponto a se chamar a atenção durante boa parte do show, pois é onde Gilbert consegue ser o equilíbrio do As I Lay Dying. Outro bom momento acontece em “Forsaken”, com destaque para o guitarrista Phil Sgrosso, que volta e meia se reveza em rápidos duelos com Nick Hipa.

Apesar do longo período sem lançar discos, são sete anos no total e quatro de inatividade, percebe-se que o quinteto continua em forma, como nas canções novas da banda: “Shaped by Fire”e “My Own Grave”, na qual os fãs já conhecem de cor e salteado. É claro que o melhor em um show pegado, principalmente em se tratando de Metalcore, não pode faltar: as enormes rodas em espiral que fazem todo show de metal ser marcante, com o público se divertindo como nunca, já que nem sempre se tem a oportunidade de se ver uma banda como o As I Lay Dying tocando em terras cariocas.  A última metade do show, sem dúvida, é onde a banda passa a limpo seus grandes sucessos, como em “The Darkest Nights”, do seu terceiro disco “Shadows are Security”, considerado um dos mais importantes trabalhos da banda, com todos os integrantes em perfeita sincronia, seja na bateria de Jordan Mancino ao vocal rasgado de Tim Lambesis.

Mais da metade do setlist do show é composta pelos discos “Shadows are Security” e “An Ocean Between Us”, totalizando 9, numa década em que o Metalcore, tanto norte-americano quanto inglês, estavam vivendo o auge da popularidade. Nessa brincadeira, ainda sobram espaços para a grudenta “A Greater Foundation”, em mais um bom momento de Josh Gilbert, e “Parallels”, onde temos Tim Lambesis enrolado na bandeira do Brasil, com o mesmo se emocionando durante o show, causando uma simbiose entre público e banda. Após uma breve pausa, a banda volta para o bis com “Nothing Left”, mais um petardo, recebida de forma calorosa pelo público, que faz questão de cantar a plenos pulmões e “Confined”, o tiro de misericórdia de uma apresentação curta, que deixou o público com um gostinho de quero mais. Bem, se o ano começou com o show do Bring Me The Horizon, ainda teremos Escape the Fate e Bullet For My Valentine pelo Brasil, mostrando que o Metalcore segue mais vivo do que nunca.

Setlist:

Washed Away (intro)

Meaning in Tragedy

An Ocean Between Us

Through Struggle

Within Destruction

Redefined

The Sound of Truth

Forsaken

Shaped by Fire

Condemned

The Darkest Nights

A Greater Foundation

Parallels

My Own Grave

94 Hours

Bis:

Separation (intro)

Nothing Left

Confined

A abertura ficou por conta dos cariocas do Reckoning Hour, que tiveram uma apresentação de menos de meia hora, mas que seguraram bem a onda ao aquecer o terreno para o As I Lay Dying. A banda fez um bom show e tocou canções do seu mais novo disco: Beyond Conviction”, lançado esse ano, como em “Away from the Sun” e “Dead Man Walking”, do disco “Between Death and Courage (2016)”. O público, por sua vez, reagiu bem ao show e fez questão de apoiá-los do início ao fim, com o vocalista J.P “agradecendo a oportunidade de estar tocando novamente no Circo Voador e diante de uma banda importante na cena Metalcore, como o As I Lay Dying”. Enfim, é uma banda para se estar de olho e quem sabe receber chances em outros festivais – alô Rock In Rio!

Hits: 9

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