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30 anos sem cazuza, o poeta rascante do rock nacional

Por Luck VelosoCazuza nos deixou no dia 7 de julho de 1990, então com 32 anos e entrava para a história do rock brasileiro, como uma das mentes mais inquietas, irreverentes e geniais do seu tempo. Rebelde cheio de causa e com atitude para poucos, Agenor de Miranda Araújo Neto assumiu os vocais do Barão Vermelho para eternizar a banda e o próprio nome, junto aos companheiros de banda.

Cazuza em foto de Eliana Assumpção e arte de Luck Veloso
Cazuza em foto de Eliana Assumpção e arte de Luck Veloso

A formação original contava além de Cazuza, com Dé Palmeira no Baixo, Maurício Barros nos teclados, Guto Goffi na bateria e Roberto Frejat nas guitarras e backing vocals. Quem acompanha a história da banda e dos nomes que a fizeram sabe que o comportamento acelerado e trovejante de Cazuza começou a conflitar com os interesses da banda, culminando em sua saída e num mergulho em carreira solo, que viria a lhe dar igual sucesso.

Ao contrair uma nova doença à época, a AIDS, Cazuza optou por revelar a alma e sofrer á luz dos holofotes, concedendo entrevistas, sendo capa de revistas e compondo sobre a batalha mortal que travaria, sem sair vencedor. Nestas três décadas de sua ausência, a frase “parece que foi ontem” segue fazendo muito sentido, pois Cazuza segue tão presente em nossas vidas, ouvidos e mentes, que ele simplesmente não morreu. Seu corpo físico realmente não está mais entre nós, mas seu espírito, através de canções imortalizadas, tanto por ele quanto por outros intérpretes de igual quilate, mostram a todo instante que o poder da música de qualidade é algo que simplesmente não se apaga. Viva Cazuza!

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