Com pop grudento e envolvente, The 1975 faz show de alto nível no Circo Voador

Com pop grudento e envolvente, The 1975 faz show de alto nível no Circo Voador

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sexta-feira, 05 abril 2019
Culturall

Por Renan Esteves (texto e fotos) – Manchester não vive apenas de bandas como New Order, Oasis, Joy Division e tantas outras. A atual cena pop da cidade vem colhendo bons frutos nessa década. O The 1975 é um grande exemplo disso. Enquanto São Paulo já sente o clima do Lollapalooza 2019 com seus side shows, nessa noite de quinta, a galera presente pôde finalmente sentir a energia dos britânicos num pré-aquecimento do festival diante de um Circo Voador totalmente lotado, pela primeira vez no Rio de Janeiro.

A banda possui três discos lançados, com o quarto previsto para o mês de maio. A turnê “Music for Cars” encabeça várias canções do seu mais recente disco, “A Brief Inquiry Into Online Relationships”, lançado em 2018.  Com pontualidade britânica, o show começa dentro do previsto, às 22 horas, com a introdução de “The 1975”, do disco de estreia de mesmo nome, lançado em 2013. Em “Give Yourself a Try” o público se entusiasma, canta e dança gritando o nome dos integrantes. Após o término da faixa, Matty Healy, vocalista, diz: “como vocês estão se sentindo amores? Vamos dançar! Boa noite! Nós somos The 1975 diretamente de Manchester para o Rio”.

Em “TooTimeTooTimeTooTime” Matty se solta, aliás durante todo o show ele mostra seu gingado com os fãs respondendo da mesma forma. “Hoje faremos um grande setlist”, diz Matty fumando um cigarro. O show recomeça com a banda tocando “Sincerity is Scary”, num jazz pop que lembra os primórdios do Maroon 5. Aliás, a banda passa por diversos estilos dentro do pop durante a noite. As dançarinas e backing vocals Taitlyn Jaily e Kaylee Jaily, que são irmãs gêmeas, lembram, pela dança e figurino, integrantes de bandas dance que marcaram o final dos anos 80 e início dos anos 90, como Technotronic e The KLF, que hoje voltaram à moda na novela da Globo “Verão 90” – na verdade, pelo público ser adolescente, não devem ter percebido esse detalhe.  “Coldn’t Be More in Love”, fazendo sua estreia na atual turnê, é cantada de um jeito que ás vezes faz lembrar um pouco de Prince. Vale destacar o entrosamento do baxista Ross MacDonald que ora também se reveza entre os teclados, como no caso dessa faixa, e John Waugh, que é o músico apenas das turnês, tocando saxofone, deixando o momento mais calmo no show.

“Quero dedicar esta música a todos os nossos fãs, pois é uma canção muito especial”, diz Matt Healy antes de entoar Robbers, do disco de estreia The 1975. O conceito da canção é todo baseado no filme “True Romance” (Verdadeiro Amor), de 1993, cujo roteiro foi escrito por Quentin Tarantino. A plateia, composta em sua maioria por adolescentes, canta junto e se emociona durante toda a canção. A guitarra de Adam Hann mostra potência na romântica “Fallingforyou” com o baixo de Ross MacDonald, mostrando bom entrosamento na apresentação, que se segue com “You” e o Synthpop de “Somebody Else”, além de “I Always Wanna Die (Sometimes)”, tocada em violão no momento acústico do show. Essa é mais uma das facetas que a banda faz bem, ao alternar entre canções calmas e outras mais dançantes, indo do R&B ao próprio Synthpop.   

“Quero dedicar essa música a todos os nossos fãs, pois é uma canção muito especial”, diz Matt Healy antes de entoar Robbers, do disco de estreia The 1975. O conceito da canção é todo baseado no filme “True Romance” (Verdadeiro Amor), de 1993, cujo roteiro foi escrito por Quentin Tarantino. A plateia, composta em sua maioria por adolescentes, canta junto e se emociona durante toda a canção. A guitarra de Adam Hann mostra potência na romântica “Fallingforyou” com o baixo de Ross MacDonald, mostrando bom entrosamento na apresentação, que se segue com “You” e o Synthpop de “Somebody Else”, além de “I Always Wanna Die (Sometimes)”, tocada em violão no momento acústico do show. Essa é mais uma das facetas que a banda faz bem, ao alternar entre canções calmas e outras mais dançantes, indo do R&B ao próprio Synthpop.  

Após uma rápida pausa, a banda volta para o bis com “Love It If Made It”, onde a bateria insana de George Daniel abre espaço pra voz de Matty Healy explodir num cântico desenfreado. As três últimas canções mostram o melhor do set list, ao começar pela mágica “Chocolate”, hit do primeiro disco, onde as dançarinas gêmeas performam, já que, se Matty dança com sua guitarra em mãos, todo mundo também dança, certo? Em “The Sound” há tudo milimetricamente calculado, com seu frontman fazendo trejeitos enquanto toca e, na reta final, suspendendo o canto e pedindo para que todos pulem, ocasionando um clima enérgico no Circo. O Power Pop de “Sex” dá números finais ao show, mostrando o quanto a banda é amada por seus fãs no Rio de Janeiro.  Dessa forma, o povo pôde matar a vontade de ver uma das melhores bandas de Indie Pop da atualidade, fazendo de tudo um pouco e deixando um gosto de quero mais para o público carioca.   

Setlist:

The 1975

Give Yourself a Try

TOOTIMETOOTIMETOOTIME

She’s American

She Way Out

Sincerity Is Scary

It’s Not Living (If It’s Not With You)

Loving Someone

I Couldn’t Be More in Love

A Change of Heart

Robbers

Fallingforyou

You

I Like America & America Likes Me

Somebody Else

I Always Wanna Die (Sometimes)

 Bis:

If I Believe You

Love It If We Made It

Chocolate

The Sound

Sex

Hits: 85

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