Sonata Arctica em show intimista no Circo Voador

Sonata Arctica em show intimista no Circo Voador

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sexta-feira, 19 maio 2017
Culturall
Texto e fotos por Allan BarataSonata Arctica deveria considerar se estabelecer permanentemente no Brasil, de preferência no Rio de Janeiro. A noite desta quinta-feira marcou a quarta turnê no país desde 2013, não existe banda internacional que mais tenha vindo pra cá – pelo menos não quando se trata de metal.
Antes de pontuar as coisas boas, falemos das ruins: o Circo Voador se encontrava bem vazio até poucos minutos antes do show, coisa que não ocorreu em nenhuma das outras ocasiões por aqui. AC/DC é um porre. Colocar a mesma música deles pra repetir em looping por meia hora enquanto o público esperava o show começar foi torturante. Pior: devido à manifestações populares contra o atual governo, houve confronto do lado de fora do Circo, bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral foram jogadas pouquíssimos minutos antes do horário previsto para o início – era possível ver a fumaça subindo do lado de fora – e a ardência no nariz, olhos e garganta pôde ser sentida pelos fãs, o que gerou uma preocupação da produção e um leve atraso para que esperassemos a situação normalizar (ou não). As memórias de gás lacrimogêneo sendo atirado dentro do Circo Voador no show do Cannibal Corpse em 2013 vieram à tona instantaneamente.
Tony Kakko - Foto: Allan Barata

Tony Kakko – Foto: Allan Barata

 

Foi um parágrafo muito grande falando de bad vibes, né? Vamos falar de coisas boas! Você pode não gostar do Ninth Hour, último álbum do Sonata (o qual estão fazendo a turnê); você pode não gostar do Pariah’s Child; você pode não gostar do Stones Grow Her Name; você pode ser um daqueles fãs que é apaixonado pelo Ecliptica, pelo Silence e achar que a banda desandou a partir do Unia – é um direito seu. Mas você não pode deixar de presenciar a apresentação dos caras. Tony Kaako é um frontman explosivo e emotivo ao mesmo tempo, que interage com sua banda e com seu público, que dá vida à música – o que eleva o Sonata Arctica a um status colossal.
Um setlist com mais de um terço das músicas pertencentes ao Ninth Hour, porém, claro, contando com clássicos do nível de Fullmoon e Tallulah, agradou o público. A energia era intimista, visto que a casa não se encontrava cheia – fato esse que poderia ter desanimado os finlandeses de alguma forma, mas que contrariou essa expectativa. Sendo uma pessoa que viu todos os shows do Sonata nos últimos anos, posso afirmar que jamais tinha visto a banda tão animada e afetuosa (exceto o Henkka).
Perto do encerramento, antes de mandar todos tomarem vodka, Tony reservou alguns minutos para falar da importância dos fãs, de como comprar ingressos e presenciar shows faz tudo se tornar possível, como a música é alimento pra alma. Ouviu, Rio de Janeiro? É vergonhoso não abarrotar a casa pra ver esses caras. Não importa quantas vezes o Sonata Arctica venha para o Brasil, é uma performance que merece ser venerada.
Em breve todas as fotos em nossa galeria, fiquem ligados!

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