Rock in Rio apresenta a Rock Street África

Rock in Rio apresenta a Rock Street África

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terça-feira, 14 março 2017
Culturall

 

Por Luck Veloso, Jamari França e André Luiz Costa em fotos de Cléber Jr. – Aconteceu nesta terça-feira, 14 de março de 2017 a coletiva de imprensa que apresentou um dos espaços mais legais do Rock in Rio. A Rock Street este ano será dedicada à África, celebrando suas mil influências sobre a música global. O espaço contará com shows exclusivos durante os sete dias de evento, com artistas africanos trazidos exclusivamente para a maior festa da música mundial.

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O presidente do Rock in Rio, Roberto Medina, conversou com Jamari França, sobre a vinda tão aguardada da banda inglesa The Who, afirmando que desde 1984 o grupo está nos planos do festival, mas que somente agora, por uma questão de adequação de cachê e agenda, eles finalmente virão ao País.

Ainda sobre a Rock Street, a curadoria está a cardo de Toy Lima, junto à Marisa Menezes, cuidando de todos os detalhes para que o espaço siga incrível como sempre esteve. A escolha da África como ponto central para a temática da Rock Street em 2017 deve-se à riqueza de seus ritmos e elementos, que permeiam a música de todo o Brasil e é claro, de outras partes do mundo.

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Para este ano estão previstas apresentações de nomes como Les Tambours de Brazza do Congo, Mamani Keita do Mali, o duo Alfred & Bernard, vindos do Burundi e ainda Fredy Massamba, do Congo, Ba Cissoko de Guiné e Tyous Gnaoua, vindos do deserto do Marrocos, que transformarão a Rock Street África em um verdadeiro retiro de aprendizado musical.

Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, falou da pruralidade do espaço, que mostrará as diversas faces de uma África que há tempos deveria ser reconhecida por toda a humanidade como um berço da civilização, não somente musical mas como também, comportamental, esbanjando fontes de aprendizado e cultura para todo o planeta.

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A apresentação do espaço aconteceu na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro e contou com a presença de boa parte da imprensa especializada. Estiveram por lá ainda Evandro Mesquita, da Blitz, Rodrigo Santos (Barão Vermelho), George Israel (Kid Abelha) e muito mais gente a celebrar e a comemorar a inovação que será a Rock Street que, ainda segundo Roberta Medina, terá quase o dobro do tamanho da última edição, com a ida do evento para o Parque Olímpico. Veja abaixo mais informações sobre os artistas da Rock Street 2017, fornecidas pela organização do festival:

Les Tambours de Brazza

A mais espetacular banda de percussionistas da África Central, o coletivo Les Tambours de Brazza é um ícone da chamada world music. Mesclando a tradição e modernidade dos vários ritmos do Congo em vertiginosas apresentações baseadas no som do Ngoma, tambores de acentos rítmicos variados que dialogam com instrumentos ocidentais como baixo e guitarra o grupo contagia e encanta. Criado em 1991, o Les Tambours, como são mundialmente conhecidos, já se apresentaram nos mais prestigiados festivais de todo o planeta mostrando a graça e pulsação de sua música e dança. São mágicos do ritmo e do corpo e trazem um pouco de sua ancestralidade em suas composições que vão do rap ao reggae.

Ba Cissoko

Com muita energia no palco Ba Cissoko é um dos mais conceituados músicos de origem griot. Ele reinventa em suas composições a tradição Mandingue mostrando como multi-instrumentista o seu afro-beat pontuado por instrumentos como a Kora, o D´Gouni, guitarra, baixo e tomani – tambor falante usado em toda a África do oeste em países como Senegal, Gâmbia e Nigéria.

Seu último trabalho gravado, Nimissa de 2012 foi recebido com grande sucesso de público e crítica e atualmente Cissoko é um nome referência nos line-ups de muitos festivais descolados da Europa. Criado em 1999, o grupo de Ba Cissoko é uma das atrações mais esperadas da Street África.

Mamani Keïta

O Mali, país de riqueza musical intensa, não poderia estar de fora dessa celebração africana no Rock in Rio. A cantora e compositora Mamani Keïta que onde quer que se apresente sua calorosa música leva a verdade musical de sua origem foi a escolhida. Artista engajada na divulgação da música africana em todo o mundo Mamani Keïta vem pela primeira vez ao Brasil com seu grupo que eletrifica suas canções com o suingue e a doçura das mulheres malineses. A sintonia dela com seu grupo é única e admirável tendo colhido os mais belos elogios e é executada nas rádios destacadas em todo o mundo.

Alfred et Bernard

Os primos Alfred e Bernard são nascidos e criados em uma grande família musical do Burundi, pequeno país central da África onde nasce o rio Nilo e ritmos bastante singulares. Seu instrumento original é o Umuduri, ancestral e bastante parecido com o berimbau usado no Brasil. Desde seu primeiro álbum de 2010 o Alfred et Bernard vem se utilizando da mixagem de instrumentos tradicionais e modernos em suas apresentações que lhe valeram o principal prêmio da música africana em 2011, o L’East African Music Awards na categoria Folk/Musique Traditionenelle em Nairobi. Seu último trabalho de 2015, La vois des collines figura hoje como um dos mais representativos da música de sua região em todo o mundo.

Fredy Massamba

Uma das mais belas vozes da África, Fredy Massamba é de Pointe-Noire (Congo) e já rodou o mundo com suas canções que sob a base rítmica africana junta elementos que vão do soul ao funk em performances que costumam deixar o público maravilhado. Sua inacreditável voz, potente e gutural, dá toda a beleza às línguas originais de seu canto, o Kingongo e Lingala e lhe renderam convites para gravações com músicos como Mos Def and the Roots entre tantos. Também pela primeira vez no Brasil, Fredy Massamba é o próprio canto africano original e se apresentou nos mais prestigiados festivais de todo o mundo com uma formação que reúne guitarra, baixo, teclados e uma incrível percussão corp oral.

Tyous Gnaoua

O Tyous Gnaoua é um grupo que se formou nos anos 90, liderado pelo Maâlem (mestre do ritmo) Abdeslam Allikane na cidade de Essaouira, antiga Mogador no Marrocos. Essaouira e a música Gnaoua sempre fascinaram os músicos do planeta inteiro. Jimy Hendrix esteve lá duas vezes, e em 1999, o Maâlem Allikane fundou o festival Gnaoua de Essaouira que atrai músicos de todo o mundo como Sting e Pat Metheny entre tantos. No Brasil, o grupo vai apresentar sua música fascinante sempre pontuada pelo contrabaixo “Guemberi”, um dos instrumentos mais antigos da civilização. Já seu canto é um amálgama das línguas árabes e do Bambara, típica dos povos nômades do deserto.

Sobre o Rock in Rio

O Rock in Rio é o maior evento de música e entretenimento do mundo. Criado em 1985 e com 32 anos de vida, é parte relevante da história da música mundial. O evento já soma 17 edições, 101 dias e 1.604 atrações musicais. Ao longo destes anos, mais de 8,5 milhões de pessoas passaram pelas Cidades do Rock.

Nascido no Rio de Janeiro, o Rock in Rio conquistou não só o Brasil como, também, Portugal, Espanha e, em maio de 2015, chegou aos Estados Unidos da América, sempre com a ambição de levar todos os estilos de música aos mais variados públicos.

Muito mais que um evento de música, o Rock in Rio pauta-se também por ser um evento responsável e sustentável.  Em 2001, através do projeto social “Por um mundo melhor”, assumiu o compromisso de consciencializar as pessoas para o fato de que pequenas atitudes no dia-a-dia são o caminho para fazer do mundo um lugar melhor para todos. Em 2013, o Rock in Rio recebeu a certificação da norma ISO 20121 – Eventos Sustentáveis, um reconhecimento do poder realizador da marca que desenvolve diversas ações com vista à construção de um mundo melhor, como a criação de 182.500 empregos diretos e indiretos no total das 17 edições, e mais de R$ 71 milhões investidos em causas socioambientais e a construção de um legado positivo para as cidades onde o evento é realizado.

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