Real Sociedade faz show visceral no Multifoco – RJ

Real Sociedade faz show visceral no Multifoco – RJ

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sexta-feira, 17 março 2017
Culturall

Por Equipe Radiocultfm – O tão aguardado show da volta da Real Sociedade aconteceu nesta quinta-feira, 16/03, uma noite que prometia ser o que foi porque já nasceu assim: charmosa, gostosa, bonita e estilosa. Assim podemos classificar a primeira Festa Hermética, comandada e organizada pelo não menos organizado e estiloso Adriano Farias com a competente ajuda do administrador da casa, Evandro Vidal. Para quem não conhece, a casa é a Multifoco, na Lapa, um bistrô, que cedeu seu espaço no segundo andar, com um palco pequeno mas confortável, para shows e afins. Muito bom!

A banda estava programada pra subir ao palco às 22:30h, o que se deu apenas às 23:00h, mas até aí nada de mais. Todos sabemos que isso faz parte de uma noite rock’n roll, mesmo porque, contrariando expectativas, dói dizer, o público ainda era pequeno. Mas as pessoas iam chegando, sabe como é, carioca, Lapa, calor… A galera só se ´aprochega´ quando ouve o ronco das guitarras, e assim o foi. O vocalista, Nem Queiroz, deu o tom da noite, surpreendendo como sempre, é o que dizem! Vale dizer que um show da REAL SOCIEDADE nunca é o mesmo, saibam!

Subindo ao palco com a bandeira do Brasil enrolada na cabeça feito uma bandana, para antes dos primeiros acordes da noite, destilar seu discurso peculiar, já metendo o dedo na ferida da nossa vida política brasileira, falando em alto e bom tom que o país está doente, delatando a falência de tudo… era a deixa para ‘Lei do cão”, canção que obviamente trata do assunto, principalmente da violência, que hoje nos persegue e nos assola, vomitando versos do tipo “o presidente é indecente e o congresso indiferente e na favela o que impera é a lei do cão!”, um soco na mente. Era o que se notava, uma platéia atenta ao recado. Ao final da primeira canção, ainda sob aplausos, Nem Queiroz gritava ao microfone nomes de personagens da cena mundial como Kim Jong Um, Marine Le Penn, Donald Trump, um time pesado da extrema direita que pode incendiar o mundo e a REAL SOCIEDADE incendiou o salão quando Vinícius Troço, guitarra base, fez a base sozinho da canção e Paulo Titã, batera e Emerson Lau com seu baixo marcante deram a virada para se ouvir os versos de “REVOLUÇÃO” (“estamos por um fio, tamos por um pavio…”).

“Do fascismo desses nossos tempos!” Anunciava a canção seguinte, oferecida ao escritor francês, Jerome Solty, escondido na platéia. A música era “A Grande Tempestade”! Depois veio “Destruição sobre todas as coisas” outra porrada que a guitarra impecável de Arnaldo Nascimento transluzia de mágicos acordes. Aí veio o cover. A música escolhida foi “Soldados” da obra da grande Legião Urbana! Assim anunciada pelo vocal, com direito à incidental de “Transmission” do Joy Division, embora que só duas frasezinhas, (uma pena) e tbm cantar dentro de “Soldados”, como fazia seu autor, mister Renato Russo, a canção “Nascente” de Flávio Venturini. Todos adoraram e aplaudiram entusiasmadissimos.

Caminhando para o fim do espetáculo, atacaram de “O Inimigo” canção que teve mais de 2 mil visualizações em vídeo no Facebook e que anda tocando em algumas rádios webs, como a Radio Cult FM, e a Rádio Belê, de Belém, que descobriu a música e fez promoção da festa. “O Inimigo” foi talvez a mais aplaudida, junto com a saidera, a sem igual “Um homem muito esquisito”!

E foi assim! Destaque para a surpresa da noite. Sabe aquela bandana feita da bandeira do Brasil, contada lá no início da resenha!? Pois é, quando a porrada sonora veio, ela foi! Nem Queiroz, num gesto teatral, arrancou-a da cabeça para exibir seu novo visual, uma careca novinha e brilhante, a là Michael Stipe! Eu não disse que um show da REAL SOCIEDADE nunca é igual ao outro!!! Da próxima vê se não perde!

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