Plano Zero lança seu primeiro VideoClipe

Plano Zero lança seu primeiro VideoClipe

8
1578
0
quarta-feira, 16 novembro 2016
Culturall

 Por Armando Louder –  Clipe de “Todos Querem Ser Eternos” abre caminho para um álbum de rock intenso, objetivo e recheado por metáforas existenciais.

A banda Plano Zero já percorreu os quatro quantos do underground no Rio de Janeiro e acaba de lançar de forma independente o videoclipe de “Todos Querem Ser Eternos”, produzido pela Beltrão Filmes. A música é o quarto single do álbum de estreia intitulado “O Que Esperam de Você”, que conta com a produção de Pedro Garcia (Planet Hemp). O disco sai em dezembro.
Rock direto e eficiente, como a muito não se ouve. Essa é a definição mais adequada para esta banda que emerge no peito e na raça para lançar seu primeiro videoclipe e seu disco de estreia, trazendo canções fortes e melodias intensas ao alcance de todos os ouvidos.

Armando Louder conversou com Sergio Zanne, vocalista, guitarrista e líder da banda:

Qual o tema de “Todos Querem Ser Eternos” e como surgiu a ideia do videoclipe?
“Todos Querem Ser Eternos” fala sobre a busca pelo poder e a vontade que o ser humano tem de deixar sua marca na história, mesmo que seja em forma de cicatriz. O terrorismo e os argumentos fundamentalistas foram minha inspiração pra música, e acho que o videoclipe conseguiu transmitir isso de forma sensacional, graças ao talento do parceiro Vinícius Beltrão, que soube captar a ideia original e transmitir isso através da linguagem visual.

Quando nos reunimos pra pensar o vídeo, apresentei o que tinha em mente. Figuras polêmicas da história da humanidade em cenas que representassem os conflitos internacionais, as disputas por poder e, principalmente, o evento e a repercussão midiática do 11 de setembro, maior catástrofe já transmitida em tempo real, que foi o que me inspirou a música. O Vinícius sugeriu então que usássemos várias TV´S espalhadas no cenário, transmitindo estas imagens que inspiraram a música. Unimos isso à ideia facilitada pela locação, que era de criar um ambiente de “bunker de guerra”, um abrigo antiaéreo. A banda toca em meio às TV´s transmitindo as cenas e ao lado, um jeep laranja, semelhante aos os famosos jeeps “Follow Me” usados para orientar os aviões nos campos de pouso durante a Segunda Guerra, reforça o aspecto bélico da coisa.

Quantos dias foram necessários para a gravação?
Foram dois dias de muito trabalho e improviso diante dos problemas técnicos que surgiram. Tinhamos o desafio de colocar 10 televisores de tubo transmitindo de forma orquestrada as imagens selecionadas estrategicamente, dentre outros diversos imprevistos técnicos que fomos superando, um a um, até conseguirmos o resultado esperado. Foram dois dias em que também nos divertimos muito, já que o dono da locação, nosso grande amigo Marcos Buffallo Blues nos deixou a vontade para explorar o espaço. O Buffallo inclusive atuou no clipe, representando a audiência entorpecida, que assiste a tudo de forma narcotizante, como uma metáfora do telespectador atônito em sua poltrona. Foi um prazer enorme contar com a participação deste grande amigo, que contribuiu pra que tudo acontecesse da melhor maneira possível. Acho que conseguimos um excelente videoclipe para a música de trabalho do nosso primeiro álbum que está saindo do forno em seguida.

Além de Todos Querem Ser Eternos, os três singles lançados anteriormente também fazem parte do primeiro álbum da banda?
Exatamente. Os singles “República”, “A Pior Forma” e “Sobre As Mãos (O Jogo Real) fazem parte do nosso primeiro álbum intitulado “O Que Esperam de Você”, produzido pelo competente Pedrinho Garcia (Planet Hemp). O disco já está pronto e sai do forno na sequência após o lançamento do videoclipe de Todos Querem Ser Eternos.

Como foi assumir a produção executiva do próprio disco de forma independente e como você conheceu o Pedro Garcia?
Foi um processo tão trabalhoso quanto prazeroso. Comecei a pensar no disco em 2010. Havia começado a pré-produção sozinho, sem ter ainda uma formação definida, gravando músicas e arranjos em casa. Foi quando o Pedro Costa (guitarra), que já havia passado pela banda, se juntou a mim na empreitada. Quando vi que já tinha uma pré-produção gravada em casa, resolvi procurar o Pedrinho Garcia, baterista do Planet Hemp, que assumiu as baquetas também no acústico MTV do Lobão em 2008. Ele já produziu grandes revelações, como a banda Far From Alaska além de outros talentos clássicos e contemporâneos. Fui atrás dele porque queria gravar nosso primeiro disco com alguém que já tivesse uma bagagem no rock n roll, e ele foi muito receptivo, atencioso e muito profissional e apesar de não me conhecer, topou a empreitada após algumas ligações e me deu várias dicas valiosas nas gravações. Iniciamos ainda sem uma formação definida pra banda.

E como foi tomar a frente desse processo paralelo aos shows e à gravação do videoclipe?
Durante este processo de produção com o Pedrinho Garcia surgiram ótimas ideias e soluções que ajudaram bastante a chegarmos numa sonoridade satisfatória que buscávamos para as músicas. Nesse meio tempo os convites para shows começaram a surgir novamente e tive a sorte de contar com a participação especial de amigos como Will Seven (Viennah) na bateria, e Dick Ferreira (Cinema Novo) no baixo, até que fechamos com o Sancho (bateria) que também já havia tocado conosco e logo depois com o Tiago Alexis (baixo). Lançamos “República”, “A Pior Forma” e Sobre As mãos (O Jogo Real). Tivemos, inclusive, a honra de ouvi-las executadas em primeira mão pela Radio Cult FM. Os shows foram acontecendo enquanto concluíamos a mixagem do álbum, que coincide agora com o lançamento de nosso videoclipe.
plano_zero-divulgacao-clipe-e-disco-vinicius-beltrao4


Quais as expectativas para os lançamentos do videoclipe e do álbum dentro desse cenário atual, que atualmente está bastante voltado para as plataformas digitais?

Acho que a internet implodiu a indústria fonográfica mas acabou facilitando muito para que os artistas pudessem ampliar o alcance de seus trabalhos com as novas plataformas de distribuição.
A plataforma de consumo de música sempre se alterou de acordo com a opção construída pelo mercado. Como os vinis, que pra serem vendidos em escala maior dependem da comercialização dos toca discos, da mesma forma que o cassete, também o CD e etc. O ambiente digital, ao mesmo tempo em que provocou a queda na venda de discos, contribuiu imensamente para que a música chegue de forma mais rápida ao público. Hoje os shows são fundamentais na divulgação e arrecadação do artista, e são muito mais viáveis também, impulsionados pelas campanhas de crowdfunding como essa iniciativa do IMusy, por exemplo, que acho sensacional, pois isso aproxima como nunca os artistas de seus fãs e apoiadores.

Você acha que estamos caminhando para o consumo de música por diversas plataformas?
Acredito que sim. Acho sensacional a volta de todas estas plataformas complementares à venda digital. Acho que o mais interessante nisso tudo é tentar fazer com que a música chegue ao alcance do maior número de pessoas possível. O momento nunca foi tão favorável para as bandas independentes e nunca vimos tanta gente tendo a chance de mostrar a cara nas redes sociais, nos eventos, nos shows. A rapaziada está trabalhando, empreendendo e fazendo acontecer de verdade, e isso é sensacional.

No interior do Rio de janeiro existem muitas bandas legais? Vocês se comunicam?
Sim. Tanto no interior quanto na capital, tem muita gente boa trabalhando e fazendo acontecer. Tenho sorte de participar dos bastidores de muitas bandas legais que conhecemos ao longo destes anos de underground e muita amizade conquistada durante o processo. Acho essencial que as bandas mantenham contato entre si pra que a cena se mantenha viva num ambiente que se transforma o tempo todo.

Quais as influências do Plano Zero?
Nossas influências são bem variadas. Apesar de não procurarmos rótulos, as pessoas identificam na banda influências do punk, do grunge, do rock alternativo, anos 90, além das influências de cada integrante, também temos em comum o gosto por bandas nacionais dos anos 80, enfim, de Beatles a Luciano Pavarotti, tudo pode servir de influência, mesmo que isso não seja perceptível no nosso som. A ideia original do Plano Zero, que inclusive originou o nome é de uma banda sem compromisso com rótulos.

Como está a agenda da banda?
Temos conseguido ótimos convites com a atual formação. Temos a sorte de conhecer pessoas super generosas que curtem nosso trabalho e tem dado uma força muito grande. Passamos pelos locais mais variados, como o Pub Rock, Toca do Rock, do grande amigo Ezio; Tomarock, Fusão Independente e Lira de Ouro, em Duque de Caixas, o lendário Bar Bukowski, em Botafogo através do grande DJ Marcos SAT, bar Durangos, também em Botafogo, Bar Empório de Ipanema, Subúrbio Alternativo, do Lendário DJ Terror, Rock na Biblioteca, organizado pelo grande Luiz Renato, Festival Solstício do Som 2015 em Petrópolis, evento sensacional, além de motoclubes do Rio de Janeiro, que também sempre fortalecem.

VEJAM O CLIP NO YOUTUBE
Todos querem ser eternos
https://www.youtube.com/watch?v=HN715vguLTU


Contatos e shows:

Tel: 55 21 997356531 (whatsapp)
email: contato.planozerooficial@gmail.com
Canal do Youtube: Plano Zero Oficial
Facebook: Plano Zero Oficial

Comente

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *