Pedro de Luna lança biografia do Planet Hemp no Smoke Lounge

Pedro de Luna lança biografia do Planet Hemp no Smoke Lounge

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quarta-feira, 12 dezembro 2018
Culturall

Por Nem Queiroz – Eu não queria usar essa expressão mas devo dizer que a festa de lançamento do livro “Planet Hemp – Mantenha o Respeito” , do talentoso amigo Pedro de Luna, foi de arromba! Há um bom tempo não vou a um evento com tanta gente ‘pedra 90’ só pra usar outra expressão antiga! Estava lá a nata do underground carioca, primeiramente para prestigiar a obra que conta a história da banda de BNegão e Cia., mas também pelos shows das bandas 77Dolls e Ladrão, que tem como baixista ninguém menos que Formigão, um dos protagonistas da história que o livro conta, pois que Formigão também fez parte da família Hemp, como todos sabemos.

Além dele também pintou por lá Bacalhau, o baterista nos primórdios e Pedrinho, o atual e tantos outros da cena que eu me sentia numa nave viajando no tempo. Wladimir Palmeira, do Pacto Social, Ulisses do Squaws, Reinaldo, Bolinha, MP Godinho, Henrique Kurtz e mais Sylvia Sunssekind, Rafa 909, Michael Menezes e por aí vai! Um lugar do caralho, com fotos da CBGB na parede, Jim Morrison, só pra dá o clima. A Smoke Lounge funciona todos os dias, sempre tendo e alternando shows e noites de Rock, blues, regaee etc… Fica ali na Rua Ibitiruna, nº 8, no coração da Tijuca, no Rio de Janeiro. Mágico o lugar! Pra mim que não conhecia deixou boníssima impressão. Dois andares, um pub, com sinuca no primeiro andar e palco no segundo. Cerveja, chopp artesanal, tabacaria, não havia melhor lugar para uma biografia como essa.

Pedro de Luna o pacato, simpático e magistral cidadão, enquanto autografava seus exemplares vendidos ali mesmo, por um preço justo, a galera ía chegando aos poucos. Parecia uma nave que esperava seus ilustre tripulantes e de repente a casa estava cheia, cheia de gente, cheia de clima bom, de conversas interessantes, de mulheres bonitas e descoladas, e a rapaziada ali só se divertindo, o som rolando (Planet, obviamente), até que chegou a hora do palestrante convocar a todos para subir e saborear, de forma lacônica, tudo bem, a história que num telão era visualizada por fotos raras, que o anfitrião com didática desenvoltura nos explicava.

Antes disso, ainda cedo e lá embaixo, tinha uma galera que preferia ficar do lado de fora, à porta do pub, tomando uma, respirando o ar da cidade, que até ali era só calmaria, uma noite mais que agradável, cheia de amigos em volta, quando de repente correria! Não, não era o D2 que resolvia dar o ar da graça, não! Ausência sentida por todos (pelos menos B Negão se justificou) mas tudo bem! Adivinha? Tiroteio meu cumpadi! Assalto na rua Campos Salles! No entanto, em menos de dois ou três minutos, tudo voltou ao normal como se nada tivesse acontecido!

O Rock ía rolar! Depois da palestra devidamente aplaudida, Skank idolatrado, a festa decolaria ainda mais! Subiria ao palco uma banda de tirar o fôlego para quem curte o bom e velho punk! Tá Bom, vá lá, Punk Rock! A “77dolls“, com o figuraça é fodástico vocalista MP Godinho destroçando os maiores clássicos do punk, de Dead Kennedys a Ramones, passando ainda por Sex Pistols. Os caras não deixaram pedra sobre pedra, foi estridente! Também com uma banda que ainda tem Bolinha e Reinaldo no time, me diz aí você?


A banda Ladrão, um power trio (dos boas praças Formigão, Daniel Vitarelli e Farrah Santa Sé) não menos barulhento (no bom sentido, é claro) e bmbástico da mesma forma, depois de alguns contratempos de ordem técnica, deu início ao seu super show às 23:33, e só foi pedrada! Já chegávamos a 1 da manhã, casa fechada mas o caldeirão fervendo, a nave ia expelindo aos poucos os remanescentes de uma noite para não esquecer tão cedo! Já era tarde, pelo menos pra mim! Pedi para abrir a porta e o som ainda rolando me deixava o recado: Somos Resistência! E que resistência! Fui-me pela rua deserta com uma frase na cabeça! É, malandro, adivinha quem tá de novo na praça?

Segundo informações da nave, ela só foi pousar às 5 da madruga! Caraca! É, Isso aqui é Rock’n Roll, meu véio!

Valeu Pedrito!

Por Nem Queiroz _ o fotógrafo observador

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