O fim do Matanza

O fim do Matanza

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segunda-feira, 29 outubro 2018
Culturall

Por André Cult (foto: Vivian Caetano da Live Rock) – No último sábado, o Matanza fez sua última apresentação no Rio de Janeiro. A banda subiu ao palco do Circo Voador com uma sequência de pedradas quase ininterruptas, que foram de pérolas do primeiro álbum, “Santa Madre Cassino”, até faixas do último lançamento, “Pior Cenário Possível”. Nas poucas paradas para falar com o público, o vocalista Jimmy London gritou o clássico “Puta que Pariu, Circo Voador””, citou a história da mulher que roubou o caminhão antes de tocarem o maior hit da carreira, e no momento mais emocionante da noite, o cantor ficou parado sem reação ao ouvir o coro “Matanza! Matanza!”. Foi nessa hora que Jimmy, com olhos mareados, disse que sentirá falta de tudo isso, mas antes que aquilo se transformasse num momento triste, emendou em seguida “A Arte do Insulto”. O não menos emocionante fim, foi com o segundo maior hit, “Bom é Quando Faz Mal”. Foi uma ótima opção tocar uma atrás da outra no melhor estilo Ramones, já que o clima não era o dos melhores no grupo. Isso só comprova o profissionalismo que os levou ao patamar de gigante do underground nacional.

Antes, as bandas Diabo Verde e Circus Rock deixaram seu recado. A primeira, já conhecida dos fãs do Matanza, fez seu  100º show de forma impactante, com um som superior ao da atração principal. Em nenhum momento os instrumentos se embolavam, coisa que aconteceu em algumas partes das outras apresentações. Entre uma música e outra, a galera ouvia as inspiradas palavras do vocalista Paulo Oliveira (ou Paulinho Coruja) sobre o momento que o país passa, já que era véspera de eleição. Ali também foram gravadas imagens para o próximo clipe do grupo. Já a Circus Rock, também deixou claro que já tem fãs. Era comum ver pessoas cantando junto com os caras. A qualidade do grupo vem melhorando a cada show e, seguindo assim, tudo indica que em breve poderão ser a atração principal em casas de médio porte no Rio. Nos intervalos, o DJ Wagner Fester sacudiu a pista com muito punk rock, metal, irish punk e uma bela versão do clássico “Bella Ciao” feita pelos cariocas da Rats (curiosamente a que recrutou Jimmy London recentemente), cantada em uníssono. Uma noite perfeita com sold out.

E assim encerra a história de uma das maiores bandas do rock nacional atual. O Matanza, ao longo desses 22 anos, trabalhou muito para conquistar seu espaço e sempre que pode deu oportunidade aos novos nomes da cena, ganhando total respeito no meio. Agora é ouvir os discos, curtir os novos trabalhos dos músicos e curar a ressaca sem fim. Aos grandes Jimmy, Jonas, Maurício, Dony, Donida, nosso desejo de sucesso.

Set list Matanza

O Chamado do Bar
Meio Psicopata
Country Core Funeral
O Último Bar
Eu Não Gosto de Ninguém
Santa Madre Cassino
A Sua Assinatura
Pé na Porta, Soco na Cara
Odiosa Natureza Humana
Tudo Errado
Clube dos Canalhas
Ela Não Me Perdoou
Conforme Disseram as Vozes
Remédios Demais
Mesa de saloon
Mulher Diabo
Carvão, Enxofre e Salitre
Interceptor V-6
Ressaca Sem Fim
Maldito Hippie Sujo
A Arte Do Insulto
Pior Cenário Possível
Todo Ódio da Vingança de Jack Buffalo Head
Matanza em Idaho
Tempo Ruim
Whisky Para Um Condenado
Rio De Whisky
Eu Não Bebo Mais
Ela Roubou Meu Caminhão
Estamos Todos Bêbados
Bom É Quando Faz Mal

 

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