Lô Borges: em tempos esquisitos, um oásis de paz e música boa

Lô Borges: em tempos esquisitos, um oásis de paz e música boa

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sábado, 20 outubro 2018
Culturall

Por Nem Queiroz – Antes do show, um pequeno vendaval abriu os caminhos para um tempo excessivamente calmo e prazeroso. Talvez pelo prenúncio de chuva forte, não sei, o Circo Voador não lotou, contudo na medida certa, preencheu todo o espaço com almas agradecidas e super de bem com as canções de Lô Borges. Era o tributo ao famoso “disco do tênis“, cantado a plenos pulmões por uma platéia ávida daqueles arranjos e harmonias do Clube da esquina, que claramente fincou espaço cativo no coração e no imaginário de cada um ali.

Lô, muito à vontade então, percebeu logo que tinha o público na mão. Com isso, brincou, conversou, cantou (obviamente) e bebeu. -“Não costumo beber durante o show, mas hoje vou quebrar o protocolo! Ô produção, traga aquela bebidinha vermelha que eu gosto, por favor!”, disparou com uma alegria estampada na face, sem nos deixar perceber se havia alguma conotação política naquilo, uma vez que o próprio puxou o coro de “#Elenão” e usou o termo “coiso” em um verso de “Como o Machado”, aplaudido imediatamente.

O cantor também rasgou elogios a seus companheiros de estrada. A cada canção fazia questão de dizer o nome de seus parceiros: Fernando Brant, Márcio Borges, principalmente Milton Nascimento (Bituca, pros íntimos), e até Hermeto Pascoal foram lembrados por toda a trajetória do show. Um espetáculo de doçura e sensibilidade. Poderia destacar aqui canções como “Canção Postal” e “Eu sou como você é!”, mas estaria sendo injusto com as demais, todas naturalmente amadas e ovacionadas.

 

 

Na primeira parte, foi tocado o “disco do tênis” na íntegra com os arranjos fidedignos do sexteto afinado, que segundo ele, fora batizado minutos antes no camarim de “Arranjos Originais”, comandado pelo maestro, amigo e parceiro Pablo Castro, este quase dividindo a atenção do público com o mineiro, que mais à vontade que de costume, até dançou, enquanto a platéia entoava o canto “Lô! Eu-te-amo!”

Ao fim, saíram do palco num piscar de olhos e voltaram no outro. Aí a catarse foi geral! Emendou de prima “Clube da Esquina 2” instrumental (mas e daí? Foi só uma cama para a platéia esgarçar a voz!), “Tudo o que você podia ser”; “Nuvem Cigana”; “Paisagem na janela”; “Trem Azul” e “Trem doido”, fechando com “Um girassol da cor do seu cabelo” e “Nada será como antes!”. Emoção mesmo! Lindo demais!

 

 

No bis, foi a vez de uma canção inédita dele e de seu maestro Pablo, tocada por este em voz e teclado. E pra fechar com chave de ouro, Lô Borges falou: “Vou terminar pelo começo”, e puxou “Para Lennon e McCartney”. Só isso!

 

Set list Lô Borges

1ª parte – “Disco do tênis”
Você fica melhor assim
Pra onde vai você?
Fio da Navalha
Calibre
O Caçador
Homem da Rua
Eu sou como você é
Canção Postal
Como o Machado
Pensa Você
Não foi nada
Aos Barões
Não se apague esta noite
Faça seu jogo
Toda essa água

2ª parte
Estrelas
Clube da Esquina Nº 2
Tudo que você podia ser
Nuvem Cigana
Paisagem da Janela
O Trem azul
Trem de Doido
Nada será como antes
Um girassol da cor do seu cabelo
Para Lennon & McCartney

Por Nem Queiroz_o fotógrafo observador

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