L7: Que porrada!

L7: Que porrada!

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domingo, 02 dezembro 2018
Culturall

Por Nem Queiroz – Uma noite para fechar o ano lá em cima! Quem aguardou e juntou seu dinheirinho para conferir a apresentação das meninas, com certeza não se arrependeu. Ouso dizer que, se tratando de pique, guitarras estridentes, vocais incansavelmente à altura, foi um dos melhores shows do ano. Essas mesmas meninas, que já haviam passado por aqui há 25 anos naquele histórico Hollywood Rock de um Nirvana revoltoso, voltaram inteiras e mais endiabradas ainda para soltar petardo atrás de petardo, do início ao fim, num fôlego só, suas músicas poderosas, para uma platéia que igualmente a elas não parava de pular e se divertir.

 

 

Os vocais se dividiam entre todas elas do quarteto mágico-feminino (menos a batera), mas a vocalista principal, Donita Sparks, charmosa em seus 55 anos (aliás, esse é um detalhe altamente dispensável), era a que comandava de fato, visto todas esbanjarem não só atitude como disposição de adolescentes. Uma aula de como o Rock’n roll não deixa facilmente ninguém envelhecer.

 

A endiabrada baixista, Jennifer Finch, com seus cabelos avermelhados, sua bermudinha jeans e um ventilador aos seus pés, para fazer voar a cabeleireira, agitava pra valer no seu espaço, para fã nenhum botar defeito. No outro extremo a mais comportada, uma quase senhora de óculos escuros e cabelos brancos, a guitarrista de riffs estonteantes, Suzi Gardner, não perdia o pique como as demais, então tudo era uníssono, forte, bravio, como um show de rock deve ser. Numa banda assim,  não é preciso dizer que a batera Demetra Plakas arrebentava com tudo lá atrás. E assim não faltaram porradas como, “Monster”, “Everglade”, “I Came Back to Bitch”, “Fast and Frightening”, “Shove”, “Freak Magnet” e o clássico “Pretend We`re Dead”.

 

 

Um show para não esquecer, de tirar o fôlego, para querer mais, para bater no peito e gritar. L7 é foda!!!!!
Quer um exemplo? Há muito que eu não mergulho no olho do furacão para bater cabeça, pular, dançar, fotografar, me divertir, mas o show estava tão pauleira que não me contive e fui pra roda! Alguns solavancos inevitáveis, fotos tremidas, suor à bicas, e uma satisfação que com certeza fará o meu Natal muito mais feliz! Salve as rainhas do Rock alternativo!

OBS: Por estar cobrindo outro evento, não foi possível assistir as bandas de abertura, mas de acordo com várias pessoas no local, Indiscipline e Lâmmia, esta segunda estreante nos palcos, fizeram grandes shows e certamente conquistaram novos fãs.

Hits: 66

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