Hatefulmurder entrevista: Novo disco, Angélica Burns e Hell in Rio

Hatefulmurder entrevista: Novo disco, Angélica Burns e Hell in Rio

6
2455
0
quinta-feira, 20 outubro 2016
Culturall
hatefulmurder-press-luck-veloso-22

Foto de Luck Veloso

Por Luck Veloso – Uma das maiores bandas dessa nova safra do metal nacional, o Hatefulmurder vem ganhando destaque e angariando cada vez mais fãs e seguidores por onde passam.  Formado por: Angélica Burns (voz), Renan Campos (guitarra), Felipe Modesto (baixo) e Thomás Martin (bateria), o grupo acabou de soltar em seu canal do Youtube o clipe da incrível música “My Battle”, um single que faz parte do seu próximo disco e se prepara para vôos mais altos, participações em grandes festivais e muito mais. Batemos um papo com Renan e Thomás, confira a seguir:

1.Luck Veloso: O Hatefulmurder vem ganhando cada vez mais fãs e seguidores fiéis, apesar de todo peso sonoro, vocês se mostram sempre cordiais e atenciosos com o público. Como é essa relação de fazer um som pesado e se manter leve no dia-a-dia e até no pós show?

Thomás Martin: É natural. Acho que uma coisa balanceia a outra. Nós estamos acostumados a conviver com pessoas da cena do Metal Extremo brasileiro e é comum esse comportamento fora  dos palcos. Vemos facilmente isso em nossos amigos do LAC, Nervochaos e Krisiun por exemplo.

Renan Campos: Depois de tocar, sempre tomamos uma cerveja com a galera, trocamos ideia e conhecemos novas pessoas. Acho que isso é muito importante. Nosso público é tudo! Sem essas pessoas que nos apóiam, nem existiríamos!

2.Luck Veloso: Com a entrada de Angélica Burns (que substituiu Felipe Lameira nos vocais) o grupo ganhou mais destaque e chamou bastante atenção. Como foi esse processo de adaptação dela com o grupo?

Thomás Martin: Foi legal receber a Angélica entre nós. Em pouco tempo ela tava totalmente entrosada. A gente tem uma dinâmica especial na interna, nós falamos muita merda, somos engraçados, mas também somos muito exigentes, brigamos entre nós  o tempo todo, apontando os defeitos dos outros e cobramos muito. Ela rapidamente entendeu e hoje até me diz pra eu “ficar ligado”. É mole? Rsrsrs

3.L.V.: Com o clipe da nova “My Battle”, pudemos notar certa diferença sonora, algo mais expansivo e abrangente em termos de música, como por exemplo os vocais limpos.
Esse processo se deu forma natural ou foi pensado e planejado?   

Renan Campos: Foi bem natural, decidimos trabalhar de forma mais livre na hora de compor, e não se prender aos padrões de um único gênero.  Experimentamos elementos que sempre curtimos, mas não usávamos na nossa música. E o resultado é o novo disco “Red Eyes”, e estamos muito satisfeitos!

hatefulmurder-press-luck-veloso-21

Foto de Luck Veloso

4.L.V.: Vocês já fizeram duas turnês Sulamericanas, e possuem passagem por grandes festivais, e agora tocam no Hell in Rio.  O que esperar desse evento na cidade de vocês?

Thomás:  A gente adora tocar em festivais. Em geral a gente se dá bem nesse formato  de evento porque nosso som é up. É um tiro, não é uma experiência instropectiva. Funciona bem em fest. Estamos ansiosos pro Hell in Rio, será um grande evento e vai ficar na memória do público pra sempre.

Renan:  O Hell in Rio é um fest inovador, algo nunca feito no Rio de Janeiro.  Acho que vai ser do caralho essa experiência, e o mais legal é a mescla de gêneros dentro do mesmo . O público só ganha com isso.

5.L.V.:  Algumas pessoas dizem que ficou um clima estranho entre a banda e o antigo vocalista (Felipe Lameira). O que vocês pensam disso?

Thomás: Vagabundo adora falar, né? De fato, hoje eu não tenho nem 1% da conexão que eu tinha com o Lameira antes. Da nossa parte, não tem climão. Ele escolheu sair, eu até acho que sei o porquê, mas prefiro não comentar. Sobre a galerinha que fica tacando lenha da fogueira, eu sinceramente não tô nem aí. Um abraço pra geral!

Renan: Normal falarem esse tipo de coisa, a galera inventa tudo! Hahaha. Mas na real, eu sou muito grato ao Lameira pelo tempo dedicado, e desejo toda sorte do mundo pra ele!

hatefulmurder-press-luana-laurito-21

Foto de Luana Laurito

6.L.V.:  Contem um acontecimento que marcou a banda durante a apresentação:

Renan: Cara, já aconteceu tanta coisa.  Eu gosto de ver a galera cantando as letras, sempre me surpreendo. Nem a gente sabe as letras direito! hahaha

Thomás:  Durante um show no interior de MG um cara que estava no mosh deu de cara na beira do palco e sujou a porra toda de sangue . Muito, muito sangue. A gente ficou preocupado com o brother na hora ali, mas continuamos o show até o fim. Soubemos que ele ficou tranquilo e continuou assistindo o show o. Depois vimos exatamente o “rastro” de sangue do caminho que ele fez até o banheiro e depois para casa. Sinistro, mas no fim ficou tudo bem.

7.L.V.: Vocês já tocaram com grandes bandas, dentro e fora do Brasil. Como vocês conseguiram isso? E o que vocês pensam sobre a prática de quem paga para tocar? (conhecida como jabá)

Renan:  Após o lançamento do nosso disco de estréia : “No Peace” (2014), recebemos bons convites para turnês, aberturas de shows grandes e muita coisa legal rolou. Mas só conseguimos caindo dentro, produzindo material, fazendo contato e correndo atrás da forma que a gente sabe. Metendo a cara mesmo. Rsrs.
Nunca pagamos jabá, não acreditamos nesse formato de exposição.

Infelizmente eu vejo algumas bandas por aí que ainda fazem. É uma pena, porque eu acho que existem outras formas de investir e conseguir espaço dentro do mercado. Não é pagando por uma ou duas datas abrindo show de uma banda gringa que você é fã, que seu trabalho será reconhecido ou que você ficará “famoso” da noite pro dia. Mas… cada um com a sua estratégia.

Thomás: Show chama show. Eu acho que em alguns momentos, nós estávamos no lugar certo e na hora certa e fizemos o nosso. Isso nos trouxe frutos impagáveis, como essas aberturas que você citou. Jabá é uma merda, uma prática que prejudica profundamente a cena e a vida das bandas que prezam por seu trabalho. Não dá pra queimar etapa pagando jabá.

hatefulmurder-press-luck-veloso-27

Foto de Luck Veloso

8.L.V.:  Para finalizar, falem dos planos do Hatefulmurder para 2017:

Renan:  Vamos fechar o ano de 2016 com alguns shows em ótimos festivais ainda, como o Hell in Rio, Aneurose Fest II em Minas e o Xaninho Fest em Belém/PA. Ai sim, em 2017 vamos lançar nosso novo disco “Red Eyes” e cair numa turnê de divulgação em lugares que não estivemos ainda! A idéia é basicamente: pé na estrada!

Thomás: Nosso plano é dominar o mundo! hahaha

Clique aqui e veja mais fotos do Hatefulmurder por Luck Veloso

 

Visite o site oficial do Hatefulmurder

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *