Dia Mundial do Rock

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quinta-feira, 13 julho 2017
Culturall

SALVE 13 DE JULHO!!!

O NOVO QUE PEDE PASSAGEM!

Por Nem Queiroz e fotos de Rogério Bezerra – Existe já há tempos uma nova corrente de pensamento, uma nova torrente de espectativas, diferente de outros tempos, mesmo porque os tempos são outros, e cada tempo com o seu tempo. Digo assim porque venho de outro (tempo), onde como neste, presenciei e atuei de forma ímpar em busca do sonho e do espaço. Há uma renovação que parte da nova juventude e se mistura com o que já existia, e que por isso ganha um novo formato, um novo estilo, um novo fôlego, só que diferente de antes, parecendo ser mais paupáveis, mais visíveis e alcançáveis. Claro que a internet ajudou muito, deu a sua preciosa contribuição e observo mais, o próprio tempo também contribui, e em contrapartida, o que antes era mais fecundo ou profundo, por assim dizer, hoje talvez seja menos cabeça e mais leve, apesar desses tempos tão vis, tanto por um lado quanto por outro, o que facilita que tudo aconteça com mais fluidez.

Frogslake – Foto: Rogério Bezerra

Estou falando da nossa cena rock n roll atual, com bandas que escrevem e tocam suas próprias letras e canções, lançam discos em plataformas digitais, organizam festivais, shows, descobrem espaços, casas e afins, fazem a coisa acontecer. Desenvolvem teorias, transformam em prática, pratica todos os dias o sonho num país onde a cultura e a educação dormem no paredão sem garantias do amanhã. Uma moçada da pesada que tão indo à luta sem precisar de ajuda de outrem. E entre eles, de idades mais variadas, que vai dia 15 aos 50 ou até onde der, existem fotógrafos, radialistas, críticos, músicos, fãs, escritores, fundadores de rádios web, formadores de opinião, produtores, donos de bares, clubes, livrarias, inventores, só não vejo empresários, o que comprova minhas observações. Sem apologia ou demagogia, no melhor estilo “Do it yourself” eles não esperam por ninguém! E sem tocarem em rádio ou televisão, conseguem arrastar um público que aos poucos vai entendendo melhor a cultura do inédito. Antigamente as bandas tinham que florear seus repertórios com sucessos pops de banda já consagradas.

Join the Dance – Foto: Rogério Bezerra

Hoje não! Hoje os festivais organizados por eles próprios, ou não, até exigem que as bandas sejam autorais e o que é melhor, o público também assim o quer! E até pagam para conhecer o novo que vem pedindo passagem, pelas beiradas, que começa a se configurar numa nova tendência. Exemplo maior é uma casa como a gigante Imperator abrir suas portas há mais de dois anos para bandas assim, com duas ou três tocando por noite, uma vez por mês, ou a cada dois meses agora, com a exigência de serem autorais e o público comparecer, marcar presença, dançar, cantar, pular, dar aquela força e mais que isso, gostar e aderir de verdade à cena!

Contempty – Foto: Rogério Bezerra

 

Ou mesmo casas de menores portes como a Áudio Rebel em Botafogo, ou então a conceituada livraria Baratos com seu “Vespeiro”, o bar undergrond “Subúrbio Alternativo”, O Calabouço com festival Lithos e até teatro de médio porte feito o ZIEMBISNKI e tantas outras, que só fazem ligitimar o dito quando o assunto é rock’n roll. Portanto, é preciso estar atento! O vento que traz o novo já sopra há muito, e bandas como Balba, Purano, Vênus Café, NoveZeroNove, Real Sociedade, Móbile Drink, Casanova, Homobono, Drenna, Canto Cego, El toco, só pra citar algumas, estão aí e não me deixam mentir, e quem nao dorme no ponto sabe muito bem do que estou falando!
Sendo assim, vida longa ao novo e velho rock’n roll!!!!

Tin-tin! Ei, você! Vai ficar aí parado!?

“A juventude agora faz a suas próprias bandas e se aplaudem entre si!”

Assim que tem que ser!
Do It yourself!

 

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