De volta ao Rio, Dr. Sin surpreende com novo integrante e ótima forma

De volta ao Rio, Dr. Sin surpreende com novo integrante e ótima forma

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segunda-feira, 13 maio 2019
Culturall

Por Andrea Alves e André Luiz Costa (fotos: Luciana Pires, Be Magic Produções) – Foi com surpresa que recebi a notícia do show do Dr. Sin no Rio. Para quem curtiu o som da banda nos anos 90 e orgulhava-se de ter algo tão bom em território nacional, foi ótimo ver de perto essa volta aos palcos cariocas. E o grupo surgiu em ótima forma e novo integrante no palco do Teatro Odisséia no ultimo sábado, 11/05.

Depois de 23 anos de carreira, o fim em 2015 foi anunciado aos quatro ventos. A saída controversa do guitarrista Eduardo Ardanuy selou o que pareciam ser os últimos acordes de uma das bandas de rock mais legais do país. Os irmãos Andria e Ivan Busic saíram de cena, mas não do mundo da música. Seguiram compondo, produzindo e tocando.

De cara foi possível perceber que quase nada mudou de fato depois desses anos longe dos palcos. Mesmo com um novo integrante, Thiago Melo nas guitarras, a sonoridade da banda continua familiar e assertiva como nos velhos tempos. O vocal esmerado de Andria, impressionantemente, continua lá dando vida a todas as notas com precisão. No set list um pouco de cada momento da banda. Desde “Dirty Woman” do primeiro álbum até a inédita “Lost In Space”, do novo disco do trio que ainda não saiu do forno. Esta, inclusive, teve a participação especial do tecladista Bruno Sá. E a noite ainda teria mais surpresas. Já quase no fim, Ivan Busic deixa a bateria nas mãos de Pedro Melo e assume o vocal para tocar fogo no Odisséia com “Foxy Lady”, de Jimi Hendrix. Na guitarra um reforço de Anderson Gandra, em mais um excelente momento na noite. Ivan regeu a banda e mostrou que, assim como Andria, o vozeirão ainda está em dia.

Segundo o set list colado no palco, o repertório era pra ser um pouco maior, mas algumas faixas foram cortadas. Provavelmente pelo horário, já que a casa tinha uma festa marcada para às 23h daquela mesma noite e houve um pequeno atraso na apresentação. Sendo assim, os cariocas ficaram sem“You Stole My Heart”, “No Rules” e “Have You Ever See The Rain”, do Creedence Clearwater Revival.

Lamentável foi o público fraco. Um show desses não é para poucos. O horário ingrato (abertura da casa às 17h!) e, talvez a preferência pelos shows gringos (Nuclear Assault, da mesma produtora, encheu a casa) podem ter afetado isso. Seja qual for o problema, quem encarou se deu muito bem e viu de perto o que acontece quando músicos de excelência se juntam para fazer o bom e velho rock’n roll. Vida longa ao Dr. Sin!!

E se você quiser conferir a entrevista do Dr. Sin para o programa Andion Stage (com Andrea Andion), é só ligar aqui na Cult no próximo domingo, às 20h.

Set list

1- Fly Away
2- Karma
3- Lost In Space
4- Time After Time
5- Fire
6- Sometimes
7- Nomad
8- Dirty Woman
9- Isolated
10- Scream And Shout
11- Zero
12- Miracles
13- Emotional Catastrophe
14- Foxy Lady
15- Down in the Trenches

Azul Limão

Nesta mesma noite, a lendária banda Azul Limão fez seu show de retorno aos palcos. Os caras até faziam algumas apresentações especiais quando o vocalista original, Rodrigo Esteves, que mora na Espanha, vinha ao Brasil, mas oficialmente estavam fora de cena. Por isso, os originais Marcos Dantas (guitarra) e Vinícius Mathias (baixo) recrutaram o vocalista Renato Massa, o Trevas, e o batera André Delacroix, ambos do Metalmorphose para essa nova empreitada.


E assim, com quase uma hora de apresentação, os caras destilaram clássicos do underground nacional, como “Sangue Frio”, “Portas da Imaginação”, “Coração de Metal”, do Stress, e a saideira “Satã Clama Metal”. Do novo disco, “Imortal”, lançado no ano passado, entraram “Paranormal”, “Guerreiros do Metal” e a faixa título, todas bem recebidas, com mãos pro alto e muita gente nova cantando junto, provando que o metal nacional anda muito bem, obrigado.

Set list:

1- Portas da Imaginação
2- Sangue Frio
3- Paranormal
4- Nada a Perder
5- Não Vou Mais Falar
6- Imortal
7- Coração de Metal
8- O Grito
9- Rotina
10- Guerreiros do Metal
11- Satã Clama Metal

Logo na abertura da casa, a Manunkind mostrou que chegou pra ficar. Mesmo com pouca vivência nos palcos, o grupo mostrou profissionalismo e boa performance para assumir a responsabilidade de abrir para dois gigantes. O que mais agradou foi o potente vocal de Victor Hugo Cordeiro , que teve a audácia de mandar muito bem o clássico “The Tower”, da carreira solo de Bruce Dickinson. Das autorais, vale destacar a grudenta “Spread Your Wings”. Pra quem chegou atrasado no dia, vale procurar o material.

Hits: 142

2 Comments

  1. Fábio Trovão says:

    Nós da ManUNkinD gostaríamos de agradecer do fundo do coração os elogios. Isso nos dá cada vez mais força pra continuar mandando ver! Só uma pequena correção: o nome do nosso vocalista é Victor Hugo Cordeiro, e Fábio Trovão é o guitarrista!

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