Crítica: Bohemian Rhapsody, por Ipitácio Oliveira

Crítica: Bohemian Rhapsody, por Ipitácio Oliveira

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domingo, 04 novembro 2018
Culturall

Por Ipitácio Oliveira – Com uma carreira marcada por vários percalços e com a preocupação em relação na qualidade das músicas que produziam, o Queen foi um grupo de rock que conquistou o seu espaço no meio artístico através de discos ousados e principalmente de suas performances ao vivo, que acabavam fascinando o público a cada nova apresentação.

Além do formato desenvolvido pela banda, os integrantes contavam com o cantor performático e de forte personalidade Freddie Mercury (1946-1991), que atraia todos os holofotes não somente para si, mas ao grupo inteiro.

Retratar a carreira agitada de um conjunto e suas constantes variações em um filme de pouco mais de 2 horas de duração, acaba resultando em inúmeros cortes, deixando várias pontas soltas em sua narrativa. Esse descuido, que pode gerar incômodo nos fãs mais exigentes, mas que agradará aqueles que não são iniciados na história do grupo.

Com o seu modo meio despojado, a cinebiografia Bohemian Rhapsody (2018) reconstrói
momentos significativos da carreira do conjunto e principalmente da vida de seu cantor. Tudo entrelaçado com os principais sucessos do Queen.

 

 

A parte mais pesada da vida de Mercury em relação a sexo e drogas é contada de forma muito branda — a classificação é PG-13—, mas não torna o filme menor. O foco é o auge do grupo, sendo encerrado no Live Aid de 1985 em Wembley (Inglaterra). Evento importante transmitido pela TV para mais de 100 países, que ajudou a restabelecer o nome do quarteto no mercado musical.

Rami Malek que interpreta Freddie foi o acerto para o filme, que anteriormente havia escalado o ator Sasha Baron Cohen, que por divergências acabou sendo substituído. A direção do filme passou por mudanças, trocando Bryan Singer por Dexter Fletcher que resultou em outra linguagem para o filme, deixando tudo muito corrido, com uma edição bruta.

 

Bohemian Rhapsody

 

Após esses acertos, o longa faz jus ao que foi o Queen no passado: uma banda intensa, cheia de exageros, nadando contra a maré dos artistas da década de 1970, com um vocalista que possuía uma entrega por completa quando estava nos palcos, que dispunha de um grande magnetismo com a plateia, mostrando o que faziam, era uma verdadeira opera-rock.

Mesmo não tendo mais material inédito, o legado do conjunto reverbera até aos dias de hoje, espalhado em diversos grupos que surgem que procuram emular alguma fase do Queen, os seus discos e shows estão sempre em catálogo. Mesmo sendo um filme curto para uma história longa, Bohemian Rhapsody confirma o quarteto como singular e único.

Confira o trailer de Bohemian Rhapsody:


 

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