Cólera no Subúrbio Alternativo: noite histórica

Cólera no Subúrbio Alternativo: noite histórica

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quinta-feira, 08 outubro 2015
Culturall

Por Luck Veloso – Sábado à noite, 3 de outubro de 2015 e uma grande aglomeração se forma em frente ao número 155 da Rua Iguaperiba, em Brás de Pina, subúrbio do Rio de Janeiro. Gente te todos os tipos, roupas, credos e gostos musicais se reúnem para celebrar uma banda que ajudou a fincar a história do punk rock nacional.

Com 36 anos de estrada, os paulistanos do Cólera invadiram o Rio de Janeiro para celebrar todo esse tempo de música e contestação. O lugar não poderia ser mais apropriado: Subúrbio Alternativo. O boteco transformado em casa de show por Dailson ´Terror´ Sabino ficou pequeno. Cerca de mil pessoas se aglomeraram para assistir às bandas que abriram para o Cólera.

A banda Chaos HCRJ, destilando seu som cru e comemorando ainda o aniversário de Junior Quintans. O grupo tocou vários clássicos dos Replicantes, RxDxP, Fogo Cruzado, Psykoze, The Clash, Ramones, Bad Religion, Inocentes, Sex Pistols, Dead Kennedy, Buzzcocks entre outros. Já a banda Serial Killer, na pista e estrada há 22 anos, fez bonito e fez o esquenta perfeito para a galera antes da atração principal, o Cólera.

O Cólera tem uma história peculiar no rock nacional. A banda nasceu em 1979, no Capão Redondo, periferia de São Paulo, sendo formada pelos irmãos Redson Pozzi (baixo e voz) e Carlos “Pierre” Lopes Pozzi (bateria e voz). Redson nos deixou em 27 de setembro de 2011 devido a uma hemorragia causada por uma úlcera. Wendel Barros, que já trabalhara como roadie para a banda e também como vocalista do Sociedade Sem Hino assume os vocais em 2012.

A noite emocionante no Subúrbio Alternativo reuniu antigos seguidores do grupo paulista e novos adeptos. Os caras tocaram na íntegra o álbum “Pela Paz em Todo Mundo”, lançado em 1986 pelo selo Ataque Frontal, vindo a ser um dos mais conhecidos da banda até hoje, tendo vendido cerca de 85 mil cópias. Já começaram com pé na porta tocando o hino “Medo”, dividindo a estreita calçada do bar, transformada em palco, com as centenas de pessoas que se acotovelavam para ficar perto da banda e presenciar o momento histórico.

 

A noite transcorreu na maior paz e alegria e por algumas horas, a Rua Iguaperiba em Brás de Pina, paralela à Av. Brasil na altura da passarela 17, se transformou em um reduto do punk rock. Muito emocionado, Pierre deixou a bateria em determinado momento para assumir o microfone principal e alardear: “Cuidem bem desse espaço, está cada vez mais escasso espaços assim e devemos todo o respeito ao Subúrbio Alternativo e a seu criador, o Terror, uma salva de palmas para esse guerreiro”.

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Dailson ´Terror´ Sabino, que recentemente foi agraciado com o Prêmio Noite Rio, como o melhor DJ de Rock do Rio de Janeiro, declarou no domingo em sua página no Facebook: “O que faz uma banda sair do conforto do seu lar e família para se aventurar a tocar na calçada de um buteco sujo na beira de uma favela no subúrbio do Rio de Janeiro por doações incertas?? Acho que essa foto explica tudo!! Parabéns aos mais de 1000 fãs, que provaram que esse grito não foi em vão, CÓLERAAAAAAAA !!”

 

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