Caxias Music Fest: Com saldo positivo, evento reascende a luz dos festivais na Baixada Fluminense

Caxias Music Fest: Com saldo positivo, evento reascende a luz dos festivais na Baixada Fluminense

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segunda-feira, 16 outubro 2017
Culturall

No último final de semana (de 13 a 15/10), o centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, recebeu o Caxias Music Festival. Foram dois palcos com diversos shows, incluindo bandas novas, tributos e nomes clássicos como Uns e Outros, Zero e Finis Africae. Claro que um evento desse porte teve apoio da Rádio Cult FM, e nosso fotógrafo Nem Queiroz nos conta o que viveu por lá nos últimos dois dias. Nem participou como expectador no segundo dia e como atração no terceiro, tocando com sua banda, Real Sociedade. Veja como foi:

Por Nem Queiroz – Do primeiro dia, apenas notícias (não estive presente), mas notícias boas! Uns e Outros fechando a primeira noite do Caxias Music Festival, que tinha sempre quase uma dezena de bandas, entre covers e autorais se apresentando, dava bem o panorama do que seria, e foi, o primeiro grande festival de rock, como há muito não se via, da baixada. Parabéns aos organizadores em especial a Armando Louder que fez a ponte!

Na segunda noite, (minha primeira!), não foi diferente. Sucesso total e garantido. Cheguei no finalzinho do primeiro show e quando dobrava a esquina do quarteirão já podia ouvir o som das guitarras, fazendo aquele delicioso barulho para um público muito bom e ansiosamente esperado. A estrutura (de primeira qualidade), que tinha um belíssimo palco principal com direito a telão de LED e tudo, aguardava os headliners das noites, enquanto bandas de médio porte (covers de R.E.M; The Smiths entre outras, todas impecáveis) davam o tom da festa, que tinha em seu imenso pátio a céu aberto uma platéia ávida e sedenta por alguns bons momentos de rock não roll, nesse país que há muito vem nos fazendo tristes. Mas tristezas à parte, a noite era sim de alegrias mil, entre várias tendas de bebidas e comidas, o público ia se divertindo e se multiplicando; e como se não bastasse, ainda tinha, – muito embora, e aqui vai a única crítica para a organização do evento, – o palco autoral, que na verdade não dispunha de palco algum (as bandas se apresentavam no chão mesmo), com um bom equipamento, diga-se de passagem, mas no chão, no melhor estilo punk, com bandas que prometem despontar em breve, quem sabe talvez galgar para o palco principal, como foi o caso da banda Baleia, que lotou o pequeno espaço destinado a elas, e viu o público cantar de forma esfuziante quase todas as suas canções! Disparado, o melhor show da noite! E o movimento era esse, uma hora aqui outro acolá, e no caminho íamos usufruindo das barraquinhas que vendiam seus aperitivos e guloseimas!

Enquanto o cover do R.E.M desfilava com competência as canções da banda, o público ia respondendo e esquentando aos poucos, quando no findo da apresentação, com a música “Losing my Religion”, alguns mais empolgados se despiram da timidez para gritar por um bis, que não veio. O que veio em seguida, para despertar de vez a emoção do povo, foi a banda Caixa Preta, que tocou o melhor da programação da rádio Fluminense FM, canções do Cólera, Escola de Escândalos, Hojerizah, Plebe Rude e por aí vai. O grupo fez começar a pipocar as primeiras rodas em frente ao palco e aumentou a temperatura do evento, com destaque para a participação especialíssima do próprio Armando Louder, um dos organizadores, nos vocais. Uma bela apresentação!

 

Em seguida veio o cover do Smiths, então aí a festa estava completa. O público colou na borda do palco, para ver de perto o clone de Mr. Morrisey, Roberto Freitas, que nos seus trejeitos e na sua voz não deixavam nenhum detalhe passar despercebido. Todas as músicas (destaque para…quase todas!) fizeram o público delirar e cantar alto principalmente na saideira “There is a light that never goes out” Um delírio!

Daí chegou o horário de verão e os relógios que já marcavam quase meia noite deram um pulo para uma da manhã, e para completar, uma garoa fina chegava sorrateiramente, mas isso não tirou o ânimo de ninguém. Era o Finis Africae que chegava, na verdade. Foda-se tudo, inclusive a chuva, que logo soube do seu lugar e saiu como chegou, de fininho! O Finis Africae em poucas palavras: Foi impecável! Eduardo de Moraes tem uma fineza no palco como poucos. Seu carisma emoldurado por sua voz serena e ao mesmo tempo forte, auxiliada por uma banda igualmente finesse, com músicos do naipe de Tony Miranda, Cesar Nine e Robson Riva, não é pra qualquer um, dignificam as canções! Aí você põe aqueles sucessos que seguram os fãs até hoje! Preciso dizer mais alguma coisa!? O Finis voltou pra ficar!

Chegou o terceiro dia! A última noite! Caxias Music Festival já entrou para história! Como nas outras, o público foi chegando de mansinho para ver a banda ZERO, que tem como frontman, o vocal mais elegante da cena, Mr. Guilherme Isnard! Canções como “Formosa”, “A força e o poder” e “Agora eu sei”, deram o tom da apresentação.

O público veio junto, delirou, se emocionou, tirou selfies, e cantou junto de olhos fechados e tudo! Momentos antes, no camarim, Isnard recebera de uma fã, um boneco dele, feito pela própria, como agradecimento por tudo que a banda lhe proporcionara na vida! Eu estava lá e vi! Guilherme adorou o presente, tanto é que fez questão de mostrá-lo ao público na hora do show! Emocionante. Gente fina esse cara! Quimera fechou o show!

Minutos antes, no palco autoral a minha banda Real Sociedade desfilava seus ácidos versos de suas canções politizadas para uma platéia hipnotizada com o vigor e a postura da banda! Fomos aplaudidíssimos! E sobre isso reafirmo o que já disse, na próxima temporada, as bandas autorais, pelo menos uma ou outra, mereciam uma oportunidade no palco principal, até mesmo por respeito, não só a elas, que merecem de fato, mas ao próprio público e ao próprio festival! Abram alas para o novo! Acho que daria mais autenticidade ao evento! Contudo, a oportunidade de estar lá , mesmo que num espaço menor, já tá valendo, e isso, tenho certeza já é por si só, motivo de orgulho e agradecimento!

 

Pra completar, ainda teve cover de Maroon 5, Legião Urbana e por último, depois do ZERO, a banda Notturnia fechou a noite e o festival com um setlist pra lá de pop rock inglês! Em suma, um festival maravilhoso! Obrigado Caxias! Obrigado Armando Louder e cia.! O Rock agradece!

Clique aqui e confira mais fotos e informações na página oficial do Caxias Music Festival

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