As Mercenárias, Ostra Brains, Poetika e Ethiopia fazem noite mágica no Subúrbio Alternativo

As Mercenárias, Ostra Brains, Poetika e Ethiopia fazem noite mágica no Subúrbio Alternativo

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domingo, 17 julho 2016
Culturall

Por Luck Veloso – A grande noite com As Mercenárias no Subúrbio Alternativo finalmente aconteceu e levou um ótimo publico ao bar em Brás de Pina, no subúrbio do Rio de Janeiro. Com quatro bandas escaladas no line up, o sábado foi de muito rock com letras que fazem pensar:

Ostra Brains: Amanda Hawk demonstra atitude

Amanda Hawk / fotos de Luck Veloso

Amanda Hawk / fotos de Luck Veloso

A noite iniciou super bem com a banda Ostra Brains. Formada por Roger Caldeira na guitarra, Mario Lewicki na bateria e Amanda Hawk nos vocais, o recém nascido grupo, que surgiu em 2014, fez bonito. Amanda declarou ao começar o show: “Sei que vocês não vieram aqui para nos ver, mas faremos o melhor”. Conseguiram. Suas melodias que remetem ao punk rock e à atitude feminista Riot Grrrl, bastante presente na forma de agir de Amanda, que mesmo com o espaço ainda vazio, conseguiu atrair a atenção dos presentes com seu vocal raivoso.

Poetika: banda acalmou os ânimos e captou a atenção pela beleza das letras e melodias

Poetika / fotos de Luck Veloso

Poetika / fotos de Luck Veloso

A segunda banda da noite, Poetika, deu uma acalmada nos ânimos e  conseguiu deixar o espaço do Subúrbio Alternativo com um clima mais suave, onde todos acompanhavam de perto as bonitas melodias, compostas por Armando Louder. A banda surgiu em 2003 e após um período afastado, retornou em 2015 para mostrar novas composições e antigos hits. Formada por Armando Louder nos vocais, Will Seven na guitarra, Sérgio Zanne no baixo e Vini na bateria, o grupo conseguiu feedback total durante a apresentação, tendo em Louder a figura central, mesclando sonoridades dramáticas à interpretação corporal.

Ethiópia: Lendária banda dos anos 80 faz o esquenta para As Mercenárias

Nelson Milesi, do Ethiopia / fotos de Luck Veloso

Nelson Milesi, do Ethiopia / fotos de Luck Veloso

Em seguida, a missão de deixar a pista mais quente ainda para As Mercenárias coube à lendária banda Ethiopia. Formada no começo dos anos 80, após passar por algumas formações, mostrou incrível entrosamento no sábado, tendo o multifacetado e positivamente onipresente Mauricio Garcia Mauk no baixo, o igualmente lendário Nelson Milesi, Pascoal Ferrari nos vocais e Robson Riva na bateria. A banda foi decisiva para que a galera ficasse a mil para o grande show da noite.

As Mercenárias: Show impecável, contornando adversidades

Sandra Coutinho / fotos de Luck Veloso

Sandra Coutinho / fotos de Luck Veloso

As Mercenárias entraram no pequeno espaço reservado como palco do Subúrbio Altenativo sob muitos aplausos, tendo a plateia nas mãos mas ainda com um pequeno problema técnico no baixo de Sandra Coutinho, o que foi rapidamente resolvido.

Michelle Abu / fotos de Luck Veloso

Michelle Abu / fotos de Luck Veloso

O clima estava um tanto tenso, já que a proposta da casa era deixar a pequena pista do bar somente para meninas. Um ou outro começou a reclamar e o bar foi ficando cada vez mais lotado. Com um pequeno mas eficiente discurso, Sandra bradou: “O espaço aqui é para todos, se os meninos se comportarem, todos irão se divertir!” – Aplausos e começou a pancadaria sonora.

Michelle Abu / fotos de Luck Veloso

Michelle Abu / fotos de Luck Veloso

As Mercenárias são uma das ativas bandas remanescentes do movimento punk de São Paulo. Seu som ecoa por vários Estados do Brasil e no Rio fez lenda, por tocar muitas vezes durante um mesmo dia na extinta Rádio Fluminense FM. O show foi baseado em seus dois discos, “Cadê as Armas” (Baratos Afins), de 1986 e “Trashland” (EMI), de 1988. O trio, que hoje é formado por Sandra Coutinho, Michelle Abu e Silvia Tape, entregou o que o público queria, despejando suas letras contundentes e reflexivas como em “Ação na Cidade”, “Poder”, “Pânico”, “Angelus”, o hit “Polícia”, “Somos milhões” e muitas outras.

O Subúrbio Alternativo lotou / fotos de Luck Veloso

O Subúrbio Alternativo lotou / fotos de Luck Veloso

O público a essa altura se aglomerava e cotoveladas podiam ser sentidas a todo instante. Parte da equipe de produção cuidava para que nada caísse em cima da banda, mas de vez em quando, mesmo com pessoas procurando evitar o choque das pessoas, o pedestal eventualmente encostava ou batia na boca de Sandra, que em determinado momento, educadamente pediu que o pessoal chegasse um pouco para trás, pois não gostaria de ter que visitar o dentista, no que foi prontamente atendida.

As meninas deixaram a cereja do bolo para o final, quando emendaram “Me Perco”, “Trashland” e “Santa Igreja”. Ao final, com o público exausto de tanto pogar em meio ao pequeno espaço no interior do Subúrbio Alternativo, Sandra sorrindo mostrava que a aposta em trazer o grupo para o definitivo show estava mais do que certa. Com um público mesclado em termos de idade, a apresentação comprovou que para gostar de punk rock não importa a idade, pois a ideologia e as letras que fazem pensar são atemporais e que jamais se perderão com o tempo. Vida longa Mercenárias!

Clique aqui e confira a galeria de fotos completa – As Mercenárias no Subúrbio Alternativo

 

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