Após longa espera, Saxon faz estreia avassaladora no Rio

Após longa espera, Saxon faz estreia avassaladora no Rio

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sábado, 16 março 2019
Culturall

Por Cléber Jr – Na sexta, dia 15/3, uma chuvarada do verão carioca na chegada ao Vivo Rio, o local da primeira vez do Saxon na Cidade Maravilhosa, fez com que a produção fosse logo avisando que o início do show da banda britânica iria atrasar um pouco. Tipo de comportamento que não combina com britânicos, mas, acabou se mostrando sensato, pois, deu chance ao bom público encher a casa ao longo do show.

Por Cléber Jr (texto e fotos)- Na sexta, dia 15/3, uma chuvarada do verão carioca na chegada ao Vivo Rio, o local da primeira vez do Saxon na Cidade Maravilhosa, fez com que a produção fosse logo avisando que o início do show da banda britânica iria atrasar um pouco. Tipo de comportamento que não combina com britânicos, mas, acabou se mostrando sensato, pois, deu chance ao bom público encher a casa ao longo do show.

A banda de abertura, Uncle Trucker, de SP, passaria despercebida até que o vocalista, interagindo com a platéia, se sentia honrado por estar abrindo para “uma das maiores bandas…” quando interrompido por alguém da platéia gritou, corrigindo “a maior!”. Estava ali um fã dedicado, como o que ouvi no pit onde fiz as fotos do show comentar com o amigo, “esperei 10 anos pra ver os caras!”.

O grupo já passou dos 40 anos de carreira e é influência para ícones do metal, como Iron Maiden, e um dos líderes do New Wave of Britsh Heavy Metal, movimento inciado no final dos anos 1970 que adicionava peso e velocidade ao heavy metal em resposta ao punk que detonava os grandes Led Zeppelin e Black Sabbath. A banda se estabeleceu como um dos maiores nomes do metal na Europa, nos anos 1980.

A formação atual Com Biff Byford, Paul Quinn, Doug Scarrat, Nibs Carter e Nigel Glockler entrou tranquilamente, logo após a execução de “It’s a Long Way to The Top (If You Wanna Rock ‘n’ Roll)” do AC/DC nos alto falantes, mas quando as luzes acenderam para os primeiros acordes, foi possível notar logo que a energia dissipada do palco era mesmo de um “Thunderbolt”, o ultimo álbum da banda lançado em 2018 e a razão da tour.

A partir daí a banda foi enfileirando clássicos como “Wheels of Steel”, “Power of Glory”, “747 (Strangers in The Night)” e “Crusaders” onde Paul Quinn e Doug Scarrat puderam demostrar seu entrosamento com belos solos e duelos de guitarras. Nibs Carter também se destacou na bateria aproveitando todo o equipamento para demonstrar sua força e virtuose. O baixista Nigel Glockler, o mais jovem, com 53 anos, insano, num bate cabeça descomunal e correria por todo o palco, fez o papel de agitar o público junto com um mais tranquilo Biff Byford, que por duas vezes sacou seu celular para registrar momentos do público e propôs um debate, lá pela metade do show, para escolha da próxima música, até que o clássico “The Eagle Has Landed” foi escolhida e precedeu o cover de “Ride Like The Wind”, outra das que foram pro debate. Houve tempo também para ele rir da rivalidade Rio x SP, lembrando que lá pelas bandas dele ocorre o mesmo entre Liverpool e Manchester.

O bis veio avassalador com “Heavy Metal Thunder”, “Never Surrender” e “Princess of the Night” fechando a conta. Sempre bom ver que, apesar da idade, os músicos ainda se divertem na estrada. Que voltem a qualquer hora. 

O set list foi: 

1- Thunderbolt 

2- Sacrifice 

3- Wheels of Steel 

4- Strong Arm of the Law 

5- Denim and Leather 

6- Battering Ram 

7- Frozen Rainbow 

8- Backs to the Wall 

9- They Played Rock and Roll 

10- Power and the Glory 

11- The Eagle Has Landed 

12- Ride Like the Wind 

13- 747 (Strangers in the Night) 

14- And the Bands Played On 

15- Lionheart 

16- To Hell and Back Again 

17- Dallas 1 PM 

18- Crusader 

Bis 

19- Heavy Metal Thunder

20- Never Surrender 

21- Princess of the Night

Hits: 21

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